19 de novembro de 2016

Todos temos direito à paz {Muhammara de pimentos assados e romã}

Nunca em nenhum post referi opções e/ou opiniões políticas. E isso acontece propositadamente. Tenho as minha opiniões, algumas bem vincadas, sei bem distinguir o que considero certo e errado. Tenho uma consciência muito clara do que sinto em relação a determinados assuntos, mas aqui, nestes espaço público de partilha optei por nunca me revelar nesse sentido.

Com isto não quero dizer que hoje vou abrir uma excepção. Não será propriamente isso, até porque o que vos vou falar, para mim, é muito mais uma questão humanitária do que política.

14 de novembro de 2016

Comida de conforto {Cevadotto de abóbora e castanhas + mousse de chocolate e castanhas}







Estamos em época das castanhas, da abóbora, das comidas reconfortantes, quentes e familiares.
Aqui por casa adoramos este género de comida; a comida de conforto, as refeições em que juntamos toda a gente, família e amigos, à volta de uma mesa, com as crianças a correr à volta da mesa. Esta confusão que se gira à nossa volta é o que nos faz feliz, casa cheia, barulho e tudo desarrumado!

Sempre gostei de ter a casa cheia, agora com a mudança para a casa nova ajuda a que a festa se torne ainda maior. Uma sala grande, uma cozinha luminosa aberta para a sala convida a este tipo de convívio. E, por isso mesmo, não podia deixar de levar uma receita destas ao Porto Canal no dia de S. Martinho, na passada sexta-feira.

Para terminar em grande não podia deixar de fazer uma sobremesa tão reconfortante como este cevadotto. Uma mousse de chocolate e castanhas. Há lá coisa melhor?

11 de novembro de 2016

Um pedaço de amor numa tosta {Tostas de abacate com azeite}

Ser-se o melhor do mundo tem muito que se lhe diga. Confesso que isto de catalogar as coisas com o ser-se melhor ou pior foi sempre algo que me deixou apreensiva, mas como em tudo na vida tem de haver uma escala para sabermos o que de melhor se faz por aí. E este azeite é, sem dúvida, divinal!

Pelo terceiro ano consecutivo o azeite Oliveira da Serra ganhou a distinção da Medalha de Ouro na categoria de Frutado Verde Ligeiro, da competição mais prestigiada a nível internacional – o Mario Solinas Quality Award.

Ter uma garrafa deste azeite incrível é realmente um privilégio muito grande e por isso não poderia deixar de vos mostrar uma sugestão para um brunch demorado com os vossos "mais que tudo".

Como em tudo na vida o que é bom é para se usufruir com quem mais amamos. Não sou daquelas pessoas que deixa o melhor vinho, ou melhor azeite no caso, guardado para uma ocasião muito especial. Acredito que as ocasiões especiais podemos fazê-las quantas vezes quisermos. por isso optei por criar este brunch, para mim e para o Miguel, temperado com o melhor azeite do mundo. Vejam bem como com pequenas coisas podemos mostrar o nosso amor por alguém.


Tostas de abacate com azeite

Ingredientes:

Pão de centeio torrado
1 abacate
1 colher de sopa de tomate seco picado
Chilli q.b.
Sumo de 1/4 de limão
Flor de sal q.b.
Pimenta preta q.b.
Azeite Oliveira da Serra

Preparação:

Abra o abacate a meio e parta-o em fatias finais.
Coloque o abacate em cima das tostas.
Tempere com a flor de sal e a pimenta preta.
Regue com o sumo do limão.
Polvilhe o tomate seco e a chilli.
regue generosamente com um fio de azeite.

Sirva acompanhado de ovos estrelados em cima das tostas e umas panquecas para "sobremesa".



4 de novembro de 2016

Mudanças frescas {Ahi Poke - atum marinado em soja}


Se há momentos complicados esta semana que passou foi sem dúvida um desses momentos. Com o meu pai internado (já está tudo bem, felizmente!), mudança de casa e muito trabalho a acumular; esta semana foi muito idêntica a um pequeno estado caótico.

Fizemos a nossa primeira campanha enquanto agência dedicada à culinária. Estamos muito orgulhosas da nossa campanha que está a ser um sucesso. (A Clavel's Kitchen não é somente uma escola de culinária. Em breve colocaremos no website todas as informações.)

21 de outubro de 2016

A energia da mudança {Fuel Pancakes - Panquecas de batata doce roxa}


Se me dissessem que a minha vida ia mudar tanto nestes últimos 3 anos eu não acreditaria. Há dois anos mudei de casa... e agora volto a mudar. Às vezes penso que é sina ou karma... eu sei lá. Enquanto criança e adolescente mudamos muitas vezes de casa, de cidades, de localidades e eu dizia: "quando tiver a minha casa não irei mudar!". Ahahah "cospe para o ar que te cai em cima!"

Se é mau? Não, é muito bom. Por vários motivos esta mudança é excelente. Vamos para uma casa melhor, vou ter uma cozinha incrível e vou ter uma horta. Espero partilhar convosco muitas histórias da horta e muitas receitas na minha cozinha branca e muito luminosa.

Agora esta fase de mudança é insuportável. Detesto as mudanças, o empacotamento, o lixo que se acumula numa casa, as coisas fora de prazo que temos na despensa. Os papéis que andam soltos. Os brinquedos que são às dezenas. Os sapatos que ficaram escondidos no armário, aquela gaveta que servia para esconder as coisas que não sabíamos onde colocar. Sabem?! É terrível, tudo isto serve para me fazer sentir culpada. É revoltante, pois devia ser mais organizada. Claro que tem as suas vantagens. Vou doar muita coisa ao Mercado dos Santos (uma das associações que mais admiro e partilho aqui porque sei que eles precisam de divulgação e de muita ajuda) e claro, vou aproveitar para reorganizar os armários, a despensa, os brinquedos, as roupas das crianças... enfim... Muita coisa que espero conseguir fazer. O problema maior é não poder meter férias, não conseguir fazer uma pausa e como sempre na minha vida tenho milhares de coisas para fazer ao mesmo tempo.

Mas acho que é isto que me faz vibrar, que me faz fervilhar o sangue, que me faz ter dores de cabeça, mas ser feliz, plena e cheia de força. Mil projectos, mil ideias, sempre rodeada de muita gente e de muitos afazeres. Chegar ao final do dia com o sentimento que produzi muito, que tenho ainda muito por fazer, mas que de alguma forma estou a contribuir para que algo cresça e evolua.

Claro que para ter energia para tantos afazeres, tenho de me alimentar convenientemente. Fiz estas "Fuel Pancakes" nome dado pela cor e pela capacidade incrível de nos conferir a energia necessária para o início do dia. São umas panquecas completamente fora do vulgar e verdadeiramente deliciosas. Não há como não começar o dia a sorrir.

(Já agora um aparte, vou apresentar esta receita e mais outras de pequenos-almoços saudáveis, no Mercado Bom Sucesso, dia 29 de Outubro, às 11h, apareçam!)

Fuel Pancakes
{Panquecas de batata doce roxa}
Receita elaborada para o Robot de cozinha Multifunções Cuisine Companion da Moulinex

Ingredientes

170g de batata doce roxa
50g de farinha de aveia
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de canela
1 colher de chá de mel
50ml de leite
1 ovo batido
1 pitada de sal

Preparação

Coloque as batatas inteiras com pele num tabuleiro e leve ao forno a 200ºC, até ficarem macias e tenras.
Remova a pele.

Coloque as batatas na taça com a lâmina picadora. Programe velocidade 12 durante 2 minutos e faça um puré. Deixe arrefecer.
Junte todos os ingredientes na taça e volte a programar velocidade 12 durante 2 minutos.

Aqueça uma frigideira antiaderente e verta ½ concha de sopa do preparado. Assim que começar a formar bolinhas à superfície, vire as panquecas até ficarem uniformemente cozinhadas de ambos os lados.
Sirva com um fio de mel e fruta a gosto.


*Se necessário, use óleo de coco para as panquecas não colarem.

22 de agosto de 2016

Ver com as mãos {Bruschetta de pêssego e queijo feta}

"Meninos, não se vê com as mãos."

Quantas vezes ouvimos esta frase? E quantas vezes a repetimos?

Recordo-me de ser criança e querer mexer no que estava a ver, mas havia sempre esta frase em forma de reprimenda. O desejo de tocar era enorme, mas tínhamos de andar de mãos nas costas, porque "ver, é com os olhos". Às vezes a vontade de cheirar também existia, e com as mãos atrás das costas aproximava-me do objecto e tentava cheirá-lo, mas sem a possibilidade de tocar, nenhum dos outros dois sentidos eram potenciados. Esperava que os meus pais não estivessem a olhar para mim, e muito levemente tentava sentir o dito objecto.

16 de agosto de 2016

Expectativa vs Realidade {Manteiga de Pistácio}


Tenho andado ausente. É um facto. Ausente do blogue, das redes sociais. Envolta em imenso trabalho e com as filhas de férias o que complica ainda mais a gestão do meu tempo.

Faço planos na minha cabeça e, às vezes, no papel também. A lista interminável de tarefas a cumprir e terminar o dia de trabalho antes das 16h para poder fazer actividades de férias com as filhotas.  O que é certo é que não tenho conseguido cumprir. Nesse momento recordo-me do que uma tia minha me disse há muitos anos: "Nunca deixes o trabalho interferir com o tempo de qualidade com as tuas filhas. É a única coisa que me arrependo na vida." Claro que depois vim a saber que é, também, uma percepção dela, pois as filhas não têm de todo essa recordação da mãe. Talvez, também ela, esteja a ser demasiado dura com ela própria...

O que é certo é que tenho andado a lutar com as expectativas que crio versus a realidade. Acho que o problema principal é esse. Se pensar bem, suponho que consigo resumir todos os meus problemas nisto. Sempre que me envolvo em algo, ou nos meus problemas emocionais, ou no meu próprio trabalho, o que me leva ao desespero são as minhas expectativas saírem defraudadas. Andei assim durante duas ou três semanas, a tentar compor, arranjar forma de fazer tudo e cumprir com todas as minhas tarefas e superar as minhas expectativas. Sempre que não as conseguia superar o sentimento era de desolação, tristeza e desilusão. Até que percebi que não poderia continuar assim. Estava a entrar num ciclo vicioso do qual seria complicado sair.

27 de julho de 2016

A saúde da alma {Crocante de amendoim com chocolate}

Muito se fala de alimentação saudável. Dos perigos do açúcar, do sal, das gorduras, dos peixes, das carnes, das hormonas, etc…

Nunca em altura alguma se falou tanto de uma alimentação saudável, e ainda bem! Mas como em tudo na vida é importante encontrar o equilíbrio, o razoável, a calma e a tranquilidade. Sempre me assustou quando as pessoas aderem a fundamentalismos, a fanatismos e se tornam obsessivas e obcecadas. Quando passam a viver só para a leitura dos rótulos, do medo pela farinha de trigo, pelo glúten, pelo açúcar começam a assustar-me. Vejo tanta gente à minha volta assim, de tal forma que dizer que comi um arroz de marisco é quase um pecado, pois, imaginem só, era com arroz branco! Desculpem-me, meus queridos, acabei de pecar.

11 de julho de 2016

A face da esperança {tarte de tomate à Portuguesa}

10 de Julho de 2016 fizemos história.

Quem me conhece sabe que não ligo muito a futebol. Tenho um clube com quem simpatizo mais, mas com a selecção fico sempre muito mais atenta. Mas sei o que isto significa. O futebol é o maior desporto do nosso país e ganhar esta taça mexe com muita coisa, muita gente e é muito importante para a nossa auto-estima.

É fundamental analisar esta vitória como uma vitória de um país que andava adormecido, que andava cabisbaixo e com muita pouca vontade de sorrir. Esta vitória é importantíssima para que nos ajude a acordar, lavar a cara e enfrentar a vida com um sorriso nos lábios e com a certeza de que poderemos sempre vencer e ir contra todos os obstáculos.

Como diz uma amiga minha, isto não é só futebol. Isto é muito mais do que isso. Isto é um país que precisava de um arrebitar destes há muito tempo. É um reafirmar de que somos bons, somos tão bons, somos os melhores. É uma lição de vida, de dedicação, de coragem, de luta e de vitória.

Que seja uma certeza para todos nós, de que somos uma nação valente e imortal. Vamo-nos levantar hoje de novo, pelo esplendor de Portugal!

🇵🇹 VIVA PORTUGAL🇵🇹 






Tarte de tomate à Portuguesa 🇵🇹

Ingredientes:

1 massa folhada
2 tomates vermelhos grandes
1 tomate amarelo
Folhas de manjericão q.b.
250 g de requeijão
1 dente de alho
sal q.b.
Pimenta preta moída na hora q.b.
Manjericão fresco q.b.
Azeite extra virgem q.b.
Raspa de 1 limão
Oregãos secos q.b.

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Numa tarteira coloque a massa folhada e cubra com papel vegetal e feijões secos.
Leve ao forno sensivelmente por 20 minutos, ou até folhar.

Faça o recheio. Pique o alho bem fininho e os coentros, junte ao requeijão, tempere com sal e pimenta.
Remova a pele dos tomates. Para isso, faça uma cruz com a ajuda de uma faca, nas extremidades dos tomates. Coloque num tacho água a ferver e mergulhe os tomates durante 2 minutos. Numa taça à parte com água e gelo coloque os tomates. Retire e verá que será muito simples pelar os tomates.
Parta às rodelas os tomates.

Remova a tarteira do forno.
Retire os feijões e o papel vegetal. Cubra a base da massa folhada com o preparado de requeijão.

Coloque as rodelas dos tomates e as folhas de manjericão de forma a decorar como a bandeira portuguesa. Polvilhe com orégãos, tempere os tomates com sal e pimenta e com um fio de azeite. Leve ao forno durante 10 minutos.

Quando retirar do forno volte a polvilhar mais orégãos e mais azeite.