21 de abril de 2016

Porque é que minha filha não me ouve? {Cevadoto de espinafres e camarão}

Num outro dia, em conversa com uma amigas acerca de parentalidade positiva, houve uma mãe que perguntou à minha amiga Magda: Como posso fazer para que a minha filha fale comigo?

Ora bem, eu não sou a Magda e não tenho as respostas certas que ela tem, e muito menos sei do assunto como ela sabe. Ela é quem ajuda os pais e tem taxas de sucesso incríveis. Mas esta questão deixou-me a pensar. "Como posso fazer para que a minha filha fale comigo?"

11 de abril de 2016

A corrida contra o tempo {Tarte de cenouras em flor}


O tempo que vai escorrendo por entre os dedos.
O tempo que nos foge sem pedir licença.
O tempo que nos escapa e nem notamos.
O tempo que nos faz falta. Que nos envelhece e transforma.

De repente damos por nós a perceber que já se passou uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano, 5 anos... uma década!

29 de março de 2016

Os dias em que não cabes em ti {Pão caseiro sem amassar com azeite e alecrim}








"Há dias em que não cabes na pele com que andas, 
Parece comprada em segunda mão, um pouco larga nas mangas."*

Não sei se costumam ter esta sensação, de que não cabemos dentro de nós próprios, que parece que tudo o que vestimos/usamos não nos serve, não nos encaixa. Há dias assim, em que me olho ao espelho e não gosto de nada, só reparo numa borbulha, nas estrias da barriga, na pele mais flácida, nas olheiras, do cansaço estampado no rosto... e vou disfarçando, vou à "caixinha da saúde" e coloco um pouco de cor na cara, para dar um ar mais saudável. Mas o espírito continua lá e, inevitavelmente, nesse dia toda a gente pergunta se me estou a sentir bem, que estou com ar cansado, que estou mais magra... E a estima e o espírito descem ainda mais e mais, e vou-me afundando numa tristeza que muitas vezes nem eu própria percebo como lá cheguei.

24 de março de 2016

Quando a vida te vira do avesso {Panquecas de ervilha com salmão fumado e ovinhos de codorniz}

"E se de repente a vida te vira do avesso? 
E tu descobres que o avesso, é o seu lado certo?" *

Pois é, a vida tem destas partidas. Tudo aquilo que muitas vezes achávamos ser o certo, o caminho a seguir, a via correcta para chegarmos mais longe, de repente, no nosso caminho aparece uma pedra, ou uma árvore caída que nos faz afastar do caminho original. E, às vezes, esses atalhos que escolhemos revelam-se totalmente encantadores, apaixonantes e percebemos que era esse o caminho principal, mesmo que durante várias vezes tenhamos resistido.

19 de março de 2016

Um pai de mão cheia

Esta imagem tem mais de um ano... mas o amor que a mesma transmite é eterno, infinito (como diria a Maria).

Hoje o dia é teu.

Ao longo da minha vida sempre fui imaginando o que seria um pai ideal. Sempre fui idealizando o pai que gostaria de dar às minhas filhas. E, felicidade do destino, saiu-me melhor que a encomenda.

És um pai presente, um pai atencioso, compreensivo, atento, exigente, amável, carinhoso, participativo, amoroso, brincalhão, persistente, justo...

És um homem que não está preocupado com estereótipos: mudas as fraldas, dás banhos, vestes, arranjas-las, leva-las à escola, vais às reuniões de pais, vais ao médico com elas, dás-lhes a medicação, adormece-as, lês as histórias, brincas com elas, mesmo que a brincadeira seja a colocar uma tiara na cabeça e fazerem de conta que são todos princesas. És um pai de mão cheia, um orgulho tão grande que me enche todo o coração.

Há muitos textos que vou lendo de forma crítica em relação aos homens em geral, e vou-me apercebendo do quão especial és. Tu não ajudas em casa [com elas, ou sem elas], tu colaboras. Fazes parte da essência da vida em conjunto, de uma família completa, e assumes as nossas responsabilidades tanto como eu, em tudo aqui dentro de casa.

Sinto-me feliz, muito feliz, por ter casado com o melhor pai do mundo. O melhor que poderia oferecer às minhas filhas.

Obrigada!

Notas: Hoje a receita é só de amor e lamechice.... ;)  







8 de março de 2016

A força da mulher {semi-frio de cereja e amêndoa}

Neste dia 8 de Março celebra-se o dia Internacional da Mulher. Há a teoria de que não é necessário um dia para celebrar o facto de sermos mulheres. Eu não sou da mesma opinião. Este dia surgiu após a revolução histórica de 130 operárias em Nova Iorque, no dia 8 de março de 1908, que se manisfestaram contra o facto de serem muito mais mal pagas que os homens. Estas mulheres foram assassinadas com um incêndio na mesma fábrica. Morreram as 130 mulheres. Ainda hoje, se sente uma diferença e uma descriminação em muitos sectores em que, nós mulheres, somos muito prejudicadas em relação aos homens. E, está nas nossas mãos, conseguirmos vencer esta discriminação. Lutando sempre a favor dos nossos direitos. Eu gosto de pensar que aquelas mulheres não morreram em vão. Que elas são um símbolo de força e de união. Não acredito que devamos ser iguais aos homens, porque definitivamente não o somos, mas acredito e defendo que temos o dever e a obrigação de termos as mesmas oportunidades que eles.

29 de fevereiro de 2016

Camélias de maçã {Porto, Cidade das Camélias}



Como sabem sou uma verdadeira amante de flores. As camélias fazem parte da minha infância. Vivi numa casa com um jardim enorme, em trás-os-montes e no final do jardim havia um local que eu fingia ser a floresta das princesas. Totalmente coberta por japoneiras, que davam camélias das mais variadas cores. Durante a primavera o chão cobria-se de pétalas e as brincadeiras eram infinitas. Desde brincar com as bonecas em mantos de pétalas, até as mesmas fazerem parte das comidinhas que eu fazia com elas, com terra e ervas variadas. Umas verdadeiras "iguarias" (risos).

12 de fevereiro de 2016

O rapaz da camisola vermelha {Pavlova com caramelo e morangos}



Quando era mais nova, mais ou menos a partir dos 10 anos, tinha um sonho recorrente. 
Era um sonho muito cansativo, muito exaustivo.

Passava-se sempre num dia de chuva e frio. Eu saía de casa a correr. Tinha de chegar a um local, nunca soube ao certo onde era, mas no sonho eu sabia que tinha de ir. E o coração pulava muito, muito ansiosa e preocupada. No sonho eu já era mais velha, já teria cerca de 20 e poucos anos. E durante todos os anos a fio que eu tive este sonho a idade mantinha-se. 

26 de janeiro de 2016

O que nos define? {batata doce "frita" no forno}

Tinha 18 anos e estava a ter aulas de condução. Na época uma das minhas maiores dificuldades era o estacionamento. As regras aprendidas em aula eram demasiado complexas. Tinha de ser tudo perfeito e nunca podia ir ao passeio. Nunca tocar com o pneu no passeio. E todos nós condutores sabemos que muitas vezes é o que mais nos ajuda [mas adiante]. Mal sabia que ia ter uma aula de condução ficava logo demasiado nervosa, o que não ajudava em nada... 

25 de janeiro de 2016

A PARTILHA COM GALLO AZEITE NOVO



Adoro partilhar momentos que envolvam sabores. Mistura de ingredientes, cores, texturas e despertar sensações. A minha filha Maria desde cedo que adora estes momentos. Partilhar a experiência é algo que faz parte da nossa vida. E, por isso, este momento de partilha é tão importante para nós.

Como já vos referi Gallo Azeite Novo é daqueles azeites que nos fazem sentir vivos. Fazer do Ritual da prova um momento de partilha, misturando sabores que usualmente não se encontram num restaurante ou em qualquer casa faz com que o momento seja ainda mais especial. Então aproveitei e fi-lo com amigos e família. E a Maria foi logo experimentar.

Misturei estrela de anis, tomilho-limão e uma pitada de pimenta cayene. Podem acreditar que esta combinação foi das mais entusiasmantes que já experimentei com azeite. O anis dá-lhe uma nota de frutado e fresco, o tomilho-limão é das ervas mais aromáticas que conheço e enche logo a sala de um aroma fabuloso e a pimenta conferiu-lhe aquele leve picante delicioso. Imaginem só que enquanto eu fiz fotografias tive de encher duas vezes o pratinho, pois a Maria adorou e comeu 2 fatias de pão molhado nesta fabulosa combinação.

Desafio-vos a experimentar e a partilhar!