14 de Abril de 2014

E se eu vos disser...

... que esta receita é 100% saudável?

Parece mentira, mas não é. Esta receita, muito inspirada no workshop "Yoga & Healthy Cooking" dos Green Kitchen Stories na casa Vinyasa, que fui no fim-de-semana de 5 e 6 de Abril, não leva nenhum ingrediente que faça mal e é incrivelmente saborosa.
Se oferecer esta sobremesa/doce a alguém e disser que é uma tarte de mousse de chocolate, com uma base de bolacha de chocolate e um topping de pêra-abacate, toda a gente acreditaria. Mas não é. Não leva açúcar, não leva farinha, não leva ovos, não leva corantes, não leva leite... :) Ehehehe
Mesmo assim, acreditem em mim, é mesmo saborosa. Ficamos a lambermo-nos com esta tarte.

Durante o workshop, a que tive o prazer de ir, o David e a Luise apresentaram-nos um crumble de chocolate e amêndoas com mousse de lima e abacate. Amei o sabor do crumble com o abacate, e pensei logo em várias hipóteses. Tenho já algumas ideias para ir fazendo, mas esta receita fi-la logo, mal tive oportunidade. E ainda pensei em fazer mais tosca, numa taça, ou num copo, mas optei por uma imagem mais "gourmet" muito para provar que estas receitas super boas, fáceis e muito saudáveis, podem ser apresentadas e "vendidas" como receitas super elaboradas. :)

Tarte de mousse e pêra-abacate

Ingredientes (para 2 mini-tartes):

Para a base:

10 tâmaras secas sem caroço
2c. de sopa de cacau em pó

Para a mousse de chocolate:

6 tâmaras secas sem caroço
sumo de 1/2 lima
Raspa de 1/2 lima
1 e 1/2 pêra abacate
1c. de sopa de cacau em pó

Para a mousse de pêra abacate

3 tâmaras secas sem caroço
sumo de 1/2 lima
Raspa de 1/2 lima
1/2 pêra abacate

Preparação:

Com a ajuda de um garfo esmigalhe bem as tâmaras. Coloque-as num robot de cozinha e junte o cacau. Irá ficar uma pasta de fácil modelagem. Coloque no fundo de uma tarteira (eu usei um aro de inox que permite modular esta forma).
Num robot de cozinha junte todos os ingredientes para a mousse de abacate. Reduza tudo muito bem num puré. Reserve.
Faça o mesmo procedimento para a mousse de chocolate, coloque todos os ingredientes no robot de cozinha, reduzindo a um puré muito suave. (a vantagem de fazer antes a mousse de abacate é que não precisa de lavar o robot de cozinha para depois fazer a mousse de chocolate).

Monte a tarte. Já com a base modulada coloque ainda com o aro colocado a mousse de chocolate e finalize com a mousse de pêra-abacate. No final decore com umas folhinhas de hortelã.

A receita do David e da Luise é muito parecida, eles serviram em copinhos, juntaram à base amêndoas previamente demolhadas. Ficou óptimo. Ao logo do workshop, tivemos, também workshop de fotografia e, por isso deixo-vos uma das minhas imagens feitas no workshop, com a sobremesa que eles nos ensinaram. Foi um fim-de-semana único, que vai ficar marcado para o resto da minha vida.

Obrigada às minhas amigas, companheiras destas andanças: Sandra, Inês e Joana. Foi maravilhoso estar convosco. Adorei conhecer tantas caras por detrás dos blogues que sigo e ainda conhecer pessoalmente uma menina maravilhosa, obrigada Joana, pelo presente, mas principalmente pela simpatia com que me brindaste. Adorei conhecer-te.
Faltaste tu, querida Naida, fizeste-nos muita falta.

11 de Abril de 2014

O verde que me inspira...

David e Luise, um casal sueco*, com uma filha linda, a Elsa, e um bebé rapaz a caminho. Esta é a família por detrás deste livro delicioso e lindo de morrer.

7 de Abril de 2014

Iced Tea de Matcha&Menta

Esta receita, que hoje vos trago, tem tanta coisa boa que é difícil saber por onde começar. Como devem saber eu sigo alguns blogues, há muitos que adoro, mas há sempre um ou outro por quem tenho maior admiração. E há um que amo, acho que até hoje não houve uma única receita que eu não tivesse vontade de ir a correr para a cozinha experimentar. É o Love and Lemons, da Jeanine e do Jack. Nem imaginam como fiquei feliz quando vi que eles estão nomeados para o Saveurs deste ano, foi quase tão excitante quando descobri o ano passado a minha querida amiga Miss Vite que também foi nomeada. :)

3 de Abril de 2014

"Diz-me o que comes, dir-te-ei quem és"


Era primavera, estava um lindo dia. O sol brilhava, os passarinhos cantavam alegremente. As árvores começavam a rebentar as primeiras flores. Os campos estavam cada vez mais verdejantes.

A mãe do João, foi ao quarto dele, deu-lhe um beijo na testa e acordou-o.

- Filho, está na hora de acordar.

Abriu as cortinas e deixou que os raios de sol inundassem o quarto do João.
O João estava preguiçoso, como qualquer menino da idade dele. Tinha 8 anos, andava no 3º ano e era um aluno bom. Não era o melhor aluno da escola dele, mas era atento e trabalhador. Os pais do João tinham orgulho no filho. Diziam não ser um menino difícil. Era cumpridor e normalmente obedecia às regras impostas em casa e na escola.

- Vês? Ontem à noite a dizeres que não tinhas sono, depois de manhã é sempre a mesma história. Toca a levantar, João.

Com mais um beijinho na testa, e umas cócegas na barriga, lá fez o João levantar-se da cama. Ainda de olhos fechados, muito sonolento.

Era assim todos os dias. E lá foi arranjar-se, fazer xixi, lavar os dentes e a cara, vestir-se e tomar o pequeno-almoço.

O pequeno-almoço era das refeições mais importantes na casa do João. Ele sempre tinha sido educado assim. Todos os dias de manhã tomava um copo de leite ou 1 copo de sumo natural de
fruta, acompanhado de um pão com marmelada, queijo ou manteiga. Às vezes o que ele mais gostava era de um iogurte com cereais. A peça de fruta era imprescindível, todos os dias tinha de comer ou uma banana, uma maçã, uma pêra, uma tangerina, enfim, a fruta que houvesse lá por casa.

A mãe do João teve de voltar a entrar no quarto e a chamá-lo.

O João terminou o pequeno-almoço, vestiu o casaco, colocou a mochila às costas e despediu-se da mãe. A escola era muito perto de casa e ele já era crescido para ir a pé.

- Boas aulas. Diverte-te e estuda muito! Beijinhos! - Gritou a mãe da porta de casa.

Lá foi o João a correr pelo passeio. Mal fez a curva, encontrou o Manuel.
O Manuel era um menino vizinho dele, andava na mesma escola, mas era um ano mais velho. O Manuel já tinha 9 anos e o Manuel apesar de parecer sempre chateado ou zangado tinha tanta sorte. Não é que todas as manhãs o Manuel podia comer uma panqueca daquelas compradas no supermercado, ou um kinder bueno, ou até mesmo um bolicao? O João tinha inveja dele. A mãe do Manuel era muito melhor.

- Bom dia, Manuel! Estás bom?
- Estou cheio de sono. É uma seca ter de ir para a escola. - disse o Manuel enquanto dava uma trinca na panqueca embalada em plástico.
- Sim, também tenho um pouco de sono. O que estás a comer Manuel?
- É uma panqueca. Queres?
- Obrigado. Já tomei o pequeno-almoço e agora não tenho fome. Mas tu tens mesmo muita sorte. Podes vir a comer o pequeno-almoço enquanto caminhas e ainda por cima são muito melhores que os meus.
- O que comeste hoje, João?
- Hoje bebi um copo de leite, comi um pão com marmelada e uma tangerina.
- Blerckkk que nojo. Eu não gosto de marmelada, nem de tangerina.
- Humm... eu gosto, mas preferia a panqueca, mas a minha mãe diz que me faz mal... enfim.

Entretanto chegaram à escola e cada um foi para a sua sala.
O Manuel era um aluno difícil. Estava sempre cansado para fazer as actividades propostas em aula, estava sempre irrequieto, metia-se com os colegas.
A professora do Manuel já não sabia muito bem o que havia de fazer. Já tinha esgotado todas as estraté- gias. Os pais do Manuel também sentiam-se impotentes. Já o tinham levado a vários médicos, psicólogos e terapeutas, mas nada estava a resultar.

Foi-lhe diagnosticado défice de atenção e hiperactividade. Mas os pais do Manuel achavam que ele era novo demais para tomar medicação.

Nesse dia o Manuel estava mesmo irritado. Ele não sabia porquê que se sentia assim. Achava uma seca a escola e queria era ir para o recreio poder brincar. A culpa era da mãe, que não o tinha deixado jogar até mais tarde, talvez se ela tivesse deixado ele hoje já se sentia menos irritado.

Tocou para fora. Lá foram todos para o recreio. Finalmente os dias estavam a ficar mais quentes e já não chovia há mais de uma semana, por isso dava para brincar no jardim.
O João saiu da sala dele com uma maçã na mão e um pão com queijo. O Manuel foi à mochila e estava lá o bolicao.

O Manuel foi ter com o João e perguntou-lhe o que ele estava a jogar. Parecia tão divertido. O João explicou-lhe que estavam a jogar a um jogo novo. Chamava-se o “estica”. usavam dois paus, e íam afastando os paus e os colegas tinham de saltar de um pau para o outro. O que conseguisse saltar mais longe, com os paus mais afastados, ganhava. O Manuel quis brincar àquele jogo. Então os outros meninos recomeçaram o jogo e colocaram os paus bem juntos, com cerca de meio metro de afastamento. Foram todos saltando, era fácil. Era a vez do Manuel. E ele saltou e... não conseguiu. Deu um salto menor que os paus. Os outros meninos começaram a rir-se dele, a chamá-lo de gordo.
O Manuel deu um pontapé nos paus e gritou que aquele jogo era uma porcaria.

Saiu de lá a correr e com as lágrimas a escorrerem pela cara abaixo.

O João foi ter com ele. Não queria que ele ficasse zangado. Mas o Manuel já não quis falar mais com ele. O João queria ajudar, mas não sabia o que havia de fazer. O próprio João não entendia como é que o Manuel não tinha conseguido saltar tão pouquinho.

O Manuel não entendia que o problema dele era a alimentação e a vida sedentária. O Manuel não sabia que se comesse sempre alimentos cheios de açúcar, corantes, emulsionantes, conservantes e com gordura que nunca iria conseguir sentir-se feliz, bem disposto e capaz de ser tão activo fisicamente como os seus amigos. O Manuel ainda não tinha descoberto que nós somos aquilo que comemos.

E tu? O que comes?

Tal como prometido deixo-vos aqui o meu conto infantil. Esta foi uma história criada para a minha filha. Muitas vezes pede-me que conte histórias para adormecer e quer que eu invente. O que começou por ser uma brincadeira entre nós as duas tornou-se num mini projecto que depois se converteu num mini livrinho com receitas e um conto para um workshop de crianças. Já estou a desenvolver mais histórias, e maior parte delas com a "ajuda" da minha mini-chef. 
Espero que tenham gostado do meu conto. A mim deu-me um prazer enorme escrevê-lo e ilustrá-lo. 

Eduquem os vossos filhos a comer bem, pois é a base de toda a nossa saúde física e mental.

*O livrinho está registado e protegido pelo IGAC, todos os direitos de autor pertencem a Clavel's Cook.

2 de Abril de 2014

Um dia repleto de coisas boas e importantes

Hoje é um dia especial. Especial por 3 motivos.

Em primeiro lugar faço anos. E esta data faz-me sempre bem. Não sinto o peso da idade sempre que renovo um ciclo, sinto mais a força e felicidade que tenho sentido ao longo dos meus 32 anos de vida.
Sinto-me verdadeiramente abençoada. Tenho tudo o que poderia querer para ser feliz. E não digo isto só para ficar bonito, para tornar a minha vida mais cor-de-rosa (até porque nem sou muito de cor-de-rosa... eheheh), mas sim porque o sinto verdadeiramente.

1 de Abril de 2014

O verdadeiro Ceviche do Perú

Hoje é um dia especial. Nem toda a gente pode dizer que experimentou receitas típicas de algum lado, feitas por um nativo do local, na sua própria casa. Eu sou uma felizarda! Tive o prazer de ter em minha casa uma peruana a cozinhar ceviche para mim e para vocês, claro.

28 de Março de 2014

Uma cozinha minúscula com uma grande chef

Verdadeiramente inspiradora é esta chefe de quem vos falo hoje. Uma história maravilhosa e cheia de magia. Ficamos com a sensação que todos os nossos sonhos podem tornar-se realidade.

26 de Março de 2014

Primavera, anda ter connosco, por favor!

O sol hoje tem espreitado. Um pouco tímido. Teima em aparecer e logo a seguir desaparecer. Há umas semanas o quentinho começou-se a sentir e até parece que estão a brincar connosco, pois já estávamos todos felizes a escolher roupas mais leves e mais primaveris e de repente vem este vento que corta até a respiração. Os pés voltam a gelar, temos de voltar a ir buscar um lenço, ou uma gola maior para nos protegermos.

25 de Março de 2014

{Clavel's InstaMoments}


Foi uma semana intensa, como tem sido habitual, muito trabalho em backoffice que está a ser desenvolvido. espero conseguir em breve mostrar-vos algumas coisas que estão a ser feitas.

#1 - Dia do pai. A oferta da mini. Fez um desenho, passei-o para o computador e depois mandamos imprimir numa t-shirt. O texto diz: "Papá, eu infinito-te!"  Já escrevi aqui acerca deste amor, se não leram está aqui.

#2 - Esta fotografia não foi tirada com o telemóvel, nem por mim. Foi pela minha querida amiga Cíntia, tinha a mini, 2 anos e meio. Uma verdadeira princesa. Adoro esta imagem, foi um momento de nostalgia e que me fez recordar momentos felizes. :)

#3 - Um pequeno-almoço super saboroso, um smoothie de banana, iogurte e cacau aromatizado com casca de laranja. Muito aromático, perfeito para iniciar um dia.

#4 - A preparação para o baptizado do mais novo da família. Um penteado a preceito, tal como a mini tanto gosta. (é tão giro ver o quanto já está crescida, em comparação com a fotografia #2)

#5 - Os meus microvegetais que estão a deixar de ser micro! :) Mas tenho uma surpresa preparada para eles, super boa! Aguardem!

#6 - A rubrica semanal do livro, esta semana foi a vez da minha querida Mafalda Pinto Leite. Se ainda não leram a minha rubrica, toca a ler que vale a pena. :)

#7 - Uns bons espinafres para a receita que ía fazer logo a seguir.

#8 - Uma receita inspirada na minha amorosa e fantástica amiga Naida, do fabuloso Frango do Campo. Eu recheei de forma diferente da dela, recheei com ricotta e espinafres salteados com azeite, alho e mostarda. Mas de resto fiz muito semelhante. Vejam a receita dela aqui, aconselho-vos vivamente a fazerem este prato, é de bradar aos céus. A verdadeira comida de conforto.

#9 - Por fim, o meu pequeno-almoço de hoje. Juntei estas frutas com um pouco de iogurte e saí de casa.

Boa semana para todos!

21 de Março de 2014

"Comida verdadeira para pessoas de verdade"

Mafalda Pinto Leite, a primeira chef portuguesa a trazer para Portugal a leveza, simplicidade e frescura para a cozinha do dia a dia, nas nossas casas. A Mafalda lançou este livro em 2010, o meu como podem ver é já a 4ª edição (foi comprado em 2011 - entretanto devem ter saído mais umas edições).