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12 de dezembro de 2016

Um resumo do que temos feito {Clavel's Kitchen on fire!}

Estamos a chegar ao final do ano e o balanço que faço é mais do que positivo. Se há uns meses tinha imenso medo em tomar a decisão mais difícil da minha vida, hoje sei que tomei a decisão mais do que certa. A minha jornada tem sido incrível, sem qualquer sombra dúvida, e seria imensamente mentirosa se não dissesse que não sinto um enorme orgulho naquilo que conquistei este ano.

21 de outubro de 2016

A energia da mudança {Fuel Pancakes - Panquecas de batata doce roxa}


Se me dissessem que a minha vida ia mudar tanto nestes últimos 3 anos eu não acreditaria. Há dois anos mudei de casa... e agora volto a mudar. Às vezes penso que é sina ou karma... eu sei lá. Enquanto criança e adolescente mudamos muitas vezes de casa, de cidades, de localidades e eu dizia: "quando tiver a minha casa não irei mudar!". Ahahah "cospe para o ar que te cai em cima!"

Se é mau? Não, é muito bom. Por vários motivos esta mudança é excelente. Vamos para uma casa melhor, vou ter uma cozinha incrível e vou ter uma horta. Espero partilhar convosco muitas histórias da horta e muitas receitas na minha cozinha branca e muito luminosa.

Agora esta fase de mudança é insuportável. Detesto as mudanças, o empacotamento, o lixo que se acumula numa casa, as coisas fora de prazo que temos na despensa. Os papéis que andam soltos. Os brinquedos que são às dezenas. Os sapatos que ficaram escondidos no armário, aquela gaveta que servia para esconder as coisas que não sabíamos onde colocar. Sabem?! É terrível, tudo isto serve para me fazer sentir culpada. É revoltante, pois devia ser mais organizada. Claro que tem as suas vantagens. Vou doar muita coisa ao Mercado dos Santos (uma das associações que mais admiro e partilho aqui porque sei que eles precisam de divulgação e de muita ajuda) e claro, vou aproveitar para reorganizar os armários, a despensa, os brinquedos, as roupas das crianças... enfim... Muita coisa que espero conseguir fazer. O problema maior é não poder meter férias, não conseguir fazer uma pausa e como sempre na minha vida tenho milhares de coisas para fazer ao mesmo tempo.

Mas acho que é isto que me faz vibrar, que me faz fervilhar o sangue, que me faz ter dores de cabeça, mas ser feliz, plena e cheia de força. Mil projectos, mil ideias, sempre rodeada de muita gente e de muitos afazeres. Chegar ao final do dia com o sentimento que produzi muito, que tenho ainda muito por fazer, mas que de alguma forma estou a contribuir para que algo cresça e evolua.

Claro que para ter energia para tantos afazeres, tenho de me alimentar convenientemente. Fiz estas "Fuel Pancakes" nome dado pela cor e pela capacidade incrível de nos conferir a energia necessária para o início do dia. São umas panquecas completamente fora do vulgar e verdadeiramente deliciosas. Não há como não começar o dia a sorrir.

(Já agora um aparte, vou apresentar esta receita e mais outras de pequenos-almoços saudáveis, no Mercado Bom Sucesso, dia 29 de Outubro, às 11h, apareçam!)

Fuel Pancakes
{Panquecas de batata doce roxa}
Receita elaborada para o Robot de cozinha Multifunções Cuisine Companion da Moulinex

Ingredientes

170g de batata doce roxa
50g de farinha de aveia
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de canela
1 colher de chá de mel
50ml de leite
1 ovo batido
1 pitada de sal

Preparação

Coloque as batatas inteiras com pele num tabuleiro e leve ao forno a 200ºC, até ficarem macias e tenras.
Remova a pele.

Coloque as batatas na taça com a lâmina picadora. Programe velocidade 12 durante 2 minutos e faça um puré. Deixe arrefecer.
Junte todos os ingredientes na taça e volte a programar velocidade 12 durante 2 minutos.

Aqueça uma frigideira antiaderente e verta ½ concha de sopa do preparado. Assim que começar a formar bolinhas à superfície, vire as panquecas até ficarem uniformemente cozinhadas de ambos os lados.
Sirva com um fio de mel e fruta a gosto.


*Se necessário, use óleo de coco para as panquecas não colarem.

16 de agosto de 2016

Expectativa vs Realidade {Manteiga de Pistácio}


Tenho andado ausente. É um facto. Ausente do blogue, das redes sociais. Envolta em imenso trabalho e com as filhas de férias o que complica ainda mais a gestão do meu tempo.

Faço planos na minha cabeça e, às vezes, no papel também. A lista interminável de tarefas a cumprir e terminar o dia de trabalho antes das 16h para poder fazer actividades de férias com as filhotas.  O que é certo é que não tenho conseguido cumprir. Nesse momento recordo-me do que uma tia minha me disse há muitos anos: "Nunca deixes o trabalho interferir com o tempo de qualidade com as tuas filhas. É a única coisa que me arrependo na vida." Claro que depois vim a saber que é, também, uma percepção dela, pois as filhas não têm de todo essa recordação da mãe. Talvez, também ela, esteja a ser demasiado dura com ela própria...

O que é certo é que tenho andado a lutar com as expectativas que crio versus a realidade. Acho que o problema principal é esse. Se pensar bem, suponho que consigo resumir todos os meus problemas nisto. Sempre que me envolvo em algo, ou nos meus problemas emocionais, ou no meu próprio trabalho, o que me leva ao desespero são as minhas expectativas saírem defraudadas. Andei assim durante duas ou três semanas, a tentar compor, arranjar forma de fazer tudo e cumprir com todas as minhas tarefas e superar as minhas expectativas. Sempre que não as conseguia superar o sentimento era de desolação, tristeza e desilusão. Até que percebi que não poderia continuar assim. Estava a entrar num ciclo vicioso do qual seria complicado sair.

15 de junho de 2016

O poder extraordinário da diferença {Creme de Courgette e Caril}



Estava a começar a escrever este post com um texto a mostrar a minha indignação com o massacre que aconteceu em Orlando. Mas o que é certo, é que nada do que eu escreva irá conseguir descrever na realidade aquilo que eu sinto acerca deste acto.

Como sabem trabalhei numa escola em que havia liberdade de expressão e os alunos sentiam-se mais à vontade para serem quem realmente são, sem tabus, sem complexos, sem vergonhas. Mas eu, muitas vezes, ouvia "Ah, mas é uma escola de artes. Os artistas têm a mania de serem diferentes. Eles são gays só porque querem chocar!" Ouvi tantas, mas tantas vezes isto. Ou então "Agora os miúdos querem todos ser gays. É moda!" E se eu ouvi coisas destas, imaginem eles.

Mas, a sério? Acreditam mesmo nesta palhaçada? Será que estas pessoas acham mesmo que ser homossexual na nossa sociedade é fácil?

Dizemos viver numa época em que nos podemos expressar à vontade. Pois não podemos mesmo, de todo. De uma forma geral ser gay é ser doente, até há quem ainda diga que pode ser curado com umas injecções (sim, a sério que há quem diga isto!). Uma pessoa que resolve "assumir-se" luta contra uma sociedade inteira. Se anda de mão dada com o seu parceiro na rua é considerado atentado ao pudor. Se quer ter filhos é porque é um anormal que não sabe cuidar de uma criança porque esta será criada num ambiente promíscuo. Tomam-se à partida pressupostos de que um homossexual é alguém promíscuo, ignorante e boémio.

Tenho muitos ex-alunos homossexuais e tenho imensos amigos que também o são. E isso não é importante para mim. Não me interessa nada! Nada! A única coisa que me interessa é que eles sejam felizes. E gosto tanto de alguns deles, que me revolta e entristece saber que eles não possam ser felizes à vontade. Que eles não possam sair à rua, a um bar para ir beber um copo sem que apareça um louco que os resolva matar só porque não é igual a eles.

Enojam-me estas pessoas que descriminam os outros. Revoltam-me e muitas vezes fazem-me desacreditar na humanidade.

Não podia deixar de falar deste assunto que me tem tirado horas de sono. Quando as pessoas entenderem que a homossexualidade não é algo que tenha de ser assumido, que tenha de ser motivo de vergonha, ou que seja algo contagioso. Seria o mesmo que eu agora tivesse de assumir que nasci loira. Raios, alguma vez teria de "assumir" alguma coisa? Não! Sou loira e eles são homossexuais. Quando as pessoas entenderem isto, este passa a ser um não assunto.

Para ilustrar este "não assunto" resolvi mostrar-vos esta sopa, inspirada em várias culturas. Com a mistura do caril indiano e a cúrcuma oriental, com queijo feta grego e o bacon bem americano. Aqui fica a prova de que como num prato conseguimos misturar várias culturas e fazer algo de único e incrível. Posso-vos garantir que o mágico desta sopa é mesmo a incrível mistura de sabores e texturas. Como vêm com a diversidade conseguimos criar o extraordinário.



Creme de courgette e caril
Esta é uma receita elaborada para o robot de cozinha multifunções Cuisine Companion, da Moulinex. 

Ingredientes:

3 colheres de sopa de azeite
1 cebola grande
1 alho francês
1 haste de aipo
1 colher de chá de caril em pó
2 colheres de chá de cúrcuma
870g de courgette
50g de bacon
50g de queijo feta
Cebolinho q.b.
Sementes de sésamo q.b.

Preparação:

1. Na taça coloque o acessório misturador e introduza a cebola, o aipo e o alho francês com o azeite e seleccione o programa P1 de cozedura lenta a 130 ºC durante 5 min. Adicionar o caril, o açafrão, a courgete descascada e cortada em cubos, o sal e 700ml de água quente. 

2. Selecione o programa de sopas P2.

3. Servir com bacon tostado, queijo feta, cebolinho e sementes de sésamo.

10 de maio de 2016

Meninices e Mesquinhices {Pesto de rúcula e menta}

Há uns dias, estava a arranjar a Maria para tomar banho e ela estava a contar-me um episódio da escola. Referiu o nome de uma amiga/colega que eu não conhecia. Ela disse: "Oh mãe, ela é do 3º ano, é aquela que dança muito bem Hip-Hop, sabes?" Percebi, finalmente, de quem se tratava e resolvi perguntar: "Vocês são amigas?"

Esta minha pergunta surtiu grande conversa:

21 de abril de 2016

Porque é que minha filha não me ouve? {Cevadoto de espinafres e camarão}

Num outro dia, em conversa com uma amigas acerca de parentalidade positiva, houve uma mãe que perguntou à minha amiga Magda: Como posso fazer para que a minha filha fale comigo?

Ora bem, eu não sou a Magda e não tenho as respostas certas que ela tem, e muito menos sei do assunto como ela sabe. Ela é quem ajuda os pais e tem taxas de sucesso incríveis. Mas esta questão deixou-me a pensar. "Como posso fazer para que a minha filha fale comigo?"