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22 de dezembro de 2016

🎅🏼 Oh oh Oh! Feliz Natal! {Leite creme de coco + vinho quente + rabanadas de chai massala e ainda uma oferta especial}

O mês de Dezembro é sempre um mês complicado para maior parte das famílias portuguesas. Muito atarefado com as compras natalícias, os jantares de natal e a organização das casas para receber os nossos mais queridos.

22 de dezembro de 2013

A mulher da minha vida e as melhores rabanadas

Hoje trago-vos, talvez, o post mais pessoal até agora. O mais intenso e mais emocionante para mim. Não é todos os dias que vos posso apresentar alguém tão especial para mim. Já vos apresentei a Avó Lurdes e os seus maravilhosos sonhos, mas hoje apresento-vos a pessoa que me trouxe ao mundo, a mulher da minha vida. Minha amiga, confidente, companheira... a minha Mãe, a Zelia Clavel!

Quem é a minha mãe? Pergunta difícil de responder sem ficar logo com pele de galinha de tanta emoção que me assola quando vos tento transmitir a fantástica pessoa que ela é. É das pessoas mais incríveis que conheço, talvez a mais generosa, se um dia for metade mãe do que ela é, serei uma excelente mãe. Sim, é verdadeira melhor mãe do mundo. Ok, sou suspeita, sou filha dela. Mas é verdadeiro este meu sentimento. Se tem defeitos? Ui imensos, mas isso ainda a torna mais especial. Acho que o maior defeito dela é não saber dizer Não! "Mãe, podes ficar hoje com a Maria?" "Posso, filha, claro!" "Zelia, podes ir hoje comigo ao médico?" (pergunta um amigo) "Posso querido, claro!" Hummm.... era à mesma hora, e agora? Lá está, não sabe dizer que não, porque no coração dela cabem todos, o problema é quando falamos em horas físicas... eheheh

A minha mãe foi professora. Tantos alunos que ela teve e todos gostavam dela. Muitos deles chamavam-na de segunda mãe. Confesso-vos, eu não gostava nada disso. Ficava totalmente enciumada. Mas quando se tem uma mãe especial temos que aprender a partilhá-la. Todos os dias aprendo com ela. Todos os dias tento chegar-lhe aos calcanhares. É mesmo uma pessoa verdadeiramente grande, com um coração enorme. Perguntem a quem quer que seja que a conheça, dir-lhes-ão o mesmo.

E foi esta pessoa tão especial que me trouxe ao mundo, que sorte tenho, hã? E foi esta pessoa que me educou e me transformou numa pessoa pensante e a tentar ser alguém na vida capaz de ajudar outras pessoas e trazer algo de positivo a este mundo. E, para além disso, foi a minha mãe que me ensinou a cozinhar. A minha mãe cozinha maravilhosamente bem, essencialmente, a cozinha tradicional portuguesa. E quando vivemos em Trás-os-Montes, na vila de S. Martinho de Anta e vivíamos numa quinta, com uma cozinha de pedra com mais de 100 anos, com lareira, potes de 3 pernas, frigideiras de ferro, vocês não imaginam o sabor da comida. A minha mãe, que sempre foi uma mulher da cidade, adaptou-se na íntegra ao espírito do campo. Havia a matança do porco e ela fazia uma alheiras com as senhoras da aldeia... hummmmm.... não vos passa pela cabeça. Eram alheiras, chouriços, presunto, chouriças de banha que eram colocadas num pote em azeite durante semanas. Sempre que fazia uma sopa cortava uma fatia dessa chouriça e era uma explosão de sabores. Para além disso tínhamos uma horta (e que pena tenho de não vos conseguir mostrar um vídeo em que estamos todos na horta... um dia hei-de conseguir recuperar essas pérolas). Era uma horta gigante, que ela cuidava como ninguém. Tínhamos tomates, pimentos, hortaliças, couves, espinafres, uma cerejeira, uma nogueira, oliveiras, maceiras, loureiros... enfim... tanta coisa. Eu era uma criança de 10 anos, há pormenores que me escapam, mas apesar de preferir viver aqui na cidade, esses 4 anos tiveram muita importância na minha formação pessoal. 

Mas hoje trago-vos as rabanadas da minha mãe. Para mim são as melhores do mundo. Claro que neste tipo de receitas cada um de nós tem preferências diferentes, porque nos transporta para a nossa infância e se tiverem a sorte que eu tive, de ter uma infância feliz, estes sabores transportar-vos-ão para esses momentos. Que vos posso dizer mais? Experimentem esta receita e depois digam-me, são ou não as melhores rabanadas?



Rabanadas

Ingredientes (faz cerca de 25):

1 cacete (usamos os fininhos, para ficarem mais pequeninas)
1L de leite meio gordo
6 ovos
Casca de 1 limão
4 paus de canela
950g de açúcar
500g de água
2c. de sopa de canela em pó

Preparação:

Parta o cacete em fatias de 1cm de espessura.
Coloque no fogo um tachinho com 500ml de leite a meio gás, 100g de açúcar, coloque 2 paus de canela e 2 tiras largas de casca de limão. Num prato fundo coloque os ovos batidos. Noutro prato coloque 250g de açúcar com a canela em pó e misture com o garfo.
Numa frigideria, cubra o fundo da mesma com óleo limpo até 1cm de altura (mais ou menos), aqueça-o bem, mas mantenha o lume médio, para que o óleo não queime. Passe as fatias de pão no leite, com a ajuda de uma escumadeira escorra o leite em excesso, passe a fatia pelo ovo batido e leve a fritar no óleo. Quando a fatia estiver bem dourada, retire-a da frigideira e escoe um pouco com uma escumadeira. Coloque no açúcar com a canela e pane-as. Com a ajuda das mãos sacuda o açúcar em excesso e coloque numa taça. Repita todo este processo para todas as fatias de pão. 

Para a calda:
Noutro tachinho à parte prepare a calda, coloque 500g de açúcar, 500ml de água, 2 paus de canela e 2 cascas de limão. Deixe levantar fervura, diminua a temperatura para média e deixe engrossar um pouco, até ponto de fio.

No final coloque a calda por cima das rabanadas. Sirva-as quentes ou frias. Com um chá é o melhor lanche de natal de sempre!


E sabem uma coisa? Ela é uma artista, escreve tão bem... e pelos poemas dela conseguirão "conhecê-la" ainda melhor. Vejam AQUI.