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17 de agosto de 2017

a Saudade {risotto de figos e Gorgonzola}


Os meses vão passando e o que vai aumentando é uma saudade, enorme, que aperta o estômago e revolve as entranhas. Todos que me conhecem sabem os sentimentos controversos e a relação que mantinha com ele. Feitio difícil, complicado é pouco para o definir... mas o amor era grande, tão grande como só um laço de sangue poderia criar.

O tempo, esse não perdoa, e ao longo dos dias pensamentos como "tenho de ligar ao pai a contar isto; tenho de lhe mostrar aquilo; tenho de comprar isto para lhe dar; só o pai saberia responder àquilo; o que é que ele pensará disto?" A ficha cai. Já não há comunicação possível e em mais nenhum momento vamos estar juntos.

19 de julho de 2017

O que é mais Guloso do que uma santola envolta em tomate?

Sei que ando ausente do blogue, mas acreditem que é só por bons motivos. O trabalho tem sido muito e os desafios cada vez maiores.

Hoje somos já uma equipa cada vez maior e agora espero conseguir ter mais tempo para escrever com maior regularidade aqui neste cantinho tão especial para mim.

Entretanto, com imenso orgulho recebi um novo desafio para me juntar a uma nova equipa de gulosos. E a partir de hoje tenho imensas sugestões para vos apresentar com os fabulosos produtos da Guloso. Sempre usei polpa de tomate nas minhas receitas e incrivelmente já usava os produtos Guloso. Quando recebi esta proposta fiquei verdadeiramente entusiasmada pois obriga-me a novos desafios na cozinha e maior criatividade. Posso garantir-vos que desenvolvi uma série de receitas maravilhosas e surpreendentes.

31 de maio de 2017

Há sempre tempo para um café. {Terrine de Polvo}

Conhecem aquela sensação de que não cabe nem mais um bocadinho de tempo no vosso dia? Que têm mil coisas para fazer, mas que no fundo, no fundo, não sabem como vão encaixar no vosso dia completamente afogado? Pois essa é a minha sensação diária. Tem sido uma loucura tão grande a minha vida, tão cheia, tão afogada que às vezes esqueço-me de respirar.

19 de maio de 2017

Sou a embaixadora da Iglo {Que orgulho! - Meia Receita Feita}

No final do ano passado fui contactada para entrar numa campanha alucinante. A ideia desde logo foi desafiante e confesso que o meu coração acelerou. Agendámos reunião e fui conhecer as pessoas que estavam por detrás dos écrans. A empatia que se gerou foi tão imediata que desde logo percebi que tínhamos equipa vencedora e que esta campanha não teria outro adjectivo que não IN-CRÍ-VEL.

Ser a embaixadora da Iglo Portugal é verdadeiramente um orgulho imenso para mim. Por tudo o que a marca representa, pelos produtos deliciosos e cheios de qualidades não poderia ser melhor. E após entrar no espírito da empresa que se demonstrou muito melhor do que eu própria imaginava; as suas preocupações ambientais, pela sustentabilidade e o cuidado com que tratam os alimentos é verdadeiramente louvável. Vocês já me conhecem, não faço publicidade só porque sim, só aceito entrar em colaboração com as marcas com quem me identifico e a Iglo é realmente uma delas. Os produtos ultracongelados da Iglo são mesmo bem embalados e as ervilhas são congeladas no máximo com duas horas após a colheita. Incrível, não acham? Por isso podemos ter a certeza de que estamos a consumir produtos verdadeiramente frescos e saborosos.

Depois, para além de me identificar com a marca e vestir com orgulho a sua camisola, fazer parte deste projecto em conjunto com a The Hotel, não foi de todo um trabalho, mas sim um prazer imenso. Os quatro dias que passámos juntos, nos campos de ervilhas da Iglo em intensas filmagens foram mágicos. Toda a equipa de filmagens foi amorosa e eu fui recebida da melhor forma possível. Foi tão, mas tão bom que há poucas palavras para exprimir esses dias. Para além disso fui acompanhada pela minha tão grande e querida Teresa, meu braço direito e esquerdo que me apoia em todos os projectos e desenvolve comigo todas estes trabalhos criativos.

Nesses quatros dias fizemos muitos amigos, que tenho a certeza de que ficarão para sempre. E, apesar, de ter sido logo a seguir à morte do meu pai, tenho a certeza de que ele esteve lá comigo, todos os dias, a dar-me força. E toda a equipa, especialmente a Bárbara, a Joana e o Tiago foram muito, mas mesmo muito atenciosos. Senti-me muito abençoada.


E a equipa da Iglo? É realmente difícil agradecer-vos, obrigada por apostarem em mim e da minha parte farei tudo o que estiver ao meu alcance para mostrar a toda a gente que realmente os produtos da Iglo são verdadeiramente bons e saborosos.

Esta campanha começa com Meia Receita Feita. Sim, porque os produtos Iglo estão já tratados, escolhidos e lavados e depois apresento-vos várias sugestões de utilização destes produtos deliciosos. Podem ver tudo no site da Iglo, mas também vão estando atentos, pois mais novidades vão surgir.

7 de maio de 2017

Carta aberta às minhas filhas {e uma promessa}

Fotografia by Brígida Brito

Maria e Margarida,

Hoje celebra-se o dia da mãe, mas dia da mãe é sempre (desde que vocês apareceram na minha vida). Se há coisa de que me orgulho diariamente; me enche o corpo, a alma e o coração, é o facto de ter duas filhas como vocês. E, quis o universo, o karma, o destino ou Deus que eu tivesse duas filhas meninas, que um dia, possivelmente, também serão mães.

Não sei se me sinto capaz de vos ajudar ou aconselhar a serem mães (quem sou eu?!). Mas de uma coisa tenho a certeza, o meu modelo de mãe é tão grandioso que não tenho sequer hipóteses de conseguir sentir-me equiparada a ela. Sim, estou a falar-vos da Bá (ou da Bázinha, como tu dizes, Margarida!). Sei, também, que o facto de ter uma mãe como a Bá ajuda-me a conseguir ser o melhor todos os dias.

O meu feitio, as minhas ambições e a minha força de vontade fazem com que me meta em mil projectos e, muitas das vezes, tenho muito medo de falhar convosco. Não sou a mãe perfeita, mas tenho aprendido ao longo dos anos que tenho de relativizar e não quero, nem devo, procurar a perfeição. Em primeiro lugar porque ela não existe e em segundo lugar porque não precisamos de ser perfeitas para mostrar amor.

Maria e Margarida, vocês são duas meninas cheias de vida, têm uma luz tão especial, são tão incríveis que até me dói o peito de tanto amor que sinto por vocês. Já me diziam isso, antes de ser mãe, que era um amor que às vezes até dói. E é mesmo verdade. É uma dor boa, mas ao mesmo tempo o medo de que algo vos aconteça faz com que seja tão doloroso.

Há dias em que sinto que o tempo passou a correr, que não tive tempo para fazer uma actividade lúdica convosco, porque a roupa acumulou, porque o jantar atrasou, porque o cliente ligou já muito tarde e eu atrasei no escritório, porque ainda não tinham tomado banho, ou porque hoje era dia ballet e o tempo foi passando e chegam as horas de ir para a cama, olho para trás e não houve um momento em família como nós gostamos. E, por isso, hoje, dia da mãe, decidi escrever esta carta, fazendo-a em tom de promessa. Mesmo passando os dias atolada de trabalho e cheia de tarefas domésticas, e à noite tu Margarida não me deixares dormir, mesmo assim, terei sempre 10 minutos no mínimo para vos ouvir, a cada uma, e podemos fazer o que vocês quiserem. Durante 20 minutos (no mínimo!!!) sou só vossa. Sem computadores, telemóveis, jantares, roupas, etc!

A minha mãe ensinou-me: o que falas, leva o vento as palavras, o que escreves fica gravado para sempre. Escrevo, aqui, publicamente esta promessa, para que fique gravado como se fosse em pedra.

Com muito amor,
Mamã 


26 de abril de 2017

O turbilhão {Magret de Pato com Redução de Cacau e Laranja}

Tem sido uma constante por aqui pelo blogue falar-vos da imensidão de trabalho que tenho tido. As emoções descontroladas, e os ataques de choro às escondidas tem sido algo frequentes. Os sentimentos são confusos e baralhados.

Se por um lado [o maior!] me sinto imensamente agradecida por tudo o que a vida me tem proporcionado, por outro estou num limbo de angústia e uma vontade imensa em me fechar sozinha dias seguidos, só para me reencontrar e encontrar a minha paz interior.

Ter imenso trabalho, imensos projectos e imensas ideias é, sem dúvida alguma, o que mais gosto e preciso de ter na minha vida. Fui eu que procurei esta vida, fui eu que lutei por ela e conseguir alcançar os meus objectivos tão rapidamente só me pode deixar orgulhosa. Mas ao mesmo tempo só queria poder estar sozinha, um bocadinho [vá... já nem preciso de dias, já reduzo para umas horas]. Sem pressões, sem responsabilidades. Mas não posso. Não posso e tenho de aceitar isso. Reerguer-me e enfrentar a vida.

Sim! A vida às vezes é muito injusta. Sim, tira-nos assim as pessoas que gostamos e dou por mim diariamente a pensar: "tenho de contar isto ao pai", quando me cai a ficha constantemente de que ele já cá não está. Não é fácil. Digerir a minha perda é difícil, pois tal como ele era uma pessoa difícil, perdê-lo tornou tudo ainda mais complicado. Bem, são questões confusas e minhas, tão só minhas que terei de as resolver igualmente, sozinha. Mas hoje encontrei a forma de me sentir mais próxima dele. Hoje trago comigo o seu bem mais precioso, a aliança dele do casamento com a minha mãe que nunca o abandonou, a não ser aquando a doença o tornou magro demais para a usar. Hoje e para sempre estará comigo, na minha mão direita. Fará parte de mim, um bocadinho do meu pai, sempre junto a mim.

Para isso trago uns dos pratos que ele mais gostava, não esta versão que nunca cheguei a ter oportunidade de lhe mostrar, pois quando a desenvolvi (para o Festival do Chocolate em Óbidos) ele já estava muito doente para a poder provar. Mas aqui fica, Pai, espero que gostes, tenho a certeza que irias adorar.

MAGRET DE PATO COM REDUÇÃO DE LARANJA E CACAU

Ingredientes:

1 peito de pato
Sal q.b.
Pimenta q.b.

Para a redução de laranja:

2 laranjas
125g de açúcar
125ml de água
50g de manteiga de cacau
Flor de sal q.b.

Preparação:

Descasque a laranja e retire o excesso da parte branca.
Apare as cascas e corte em cubos pequenos.
Coloque num tacho o açúcar e a água e leve ao lume.
Quando levantar fervura coloque os cubos de casca e deixar cozer até amolecerem. Coloque depois o sumo de uma laranja e deixe reduzir até obter uma consistência licorosa.
Tempere com flor de sal.
Pré-aqueça o forno a 200º.
Faça leves incisões com a faca do lado da pele do peito de pato, de modo a criar uma grelha, na diagonal.
Aqueça bem a frigideira e coloque o pato com a pele virada para baixo.
Deixe cozinhar alguns minutos, até a pele ter a cor desejada.
Vire o magret e, com a ajuda de um espeto de metal, confira a temperatura no interior. Se pretender rosado, deve estar morno.
Rapidamente, coloque o magret no forno e aguarde cerca de 5 minutos.
Retire e deixe repousar alguns minutos, antes de cortar.
Sirva com a redução de laranja e cacau.

12 de abril de 2017

A sobrevivência do dia-a-dia {e o dia do lançamento do livro}



Fotografia tirada pelo meu queridíssimo amigo Hélder Teixeira

Quando as pessoas me perguntam como estou, confesso que não sei bem o que responder.
Ando num sistema tipo piloto automático, num estado de sobrevivência, acho mesmo que é essa a palavra certa. O facto de estar com imenso trabalho ajuda-me a passar os dias, mas quando páro por uns segundos a realidade assombra-me e fico com a sensação de estar a viver um pesadelo do qual não consigo acordar.

No meio deste turbilhão de sentimentos e de uma vontade louca de me fechar num buraquinho e poder chorar tudo a que tenho direito, tenho imensos compromissos aos quais não posso, nem quero faltar. Começou pela ida ao Você na TV que para quem bem me conhece irá notar uma Maria João bem menos viva pois pressentia, naquele preciso momento, que já não iria chegar a tempo de abraçar o meu pai. E depois, no dia seguinte, o lançamento do livro.

E é, por causa do lançamento, que aqui escrevo, porque tenho de agradecer às dezenas de pessoas que apareceram, num dia em que o sol brilhava forte lá fora. Quero, também, agradecer aos meus amigos, incansáveis a procurar o meu bem-estar, especialmente ao Hélder, que esteve sempre presente, me acompanhou nos piores e melhores momentos destes dias atribulados e que no dia do lançamento apareceu em minha casa com a fabulosa maquilhadora Joana do Porto Canal. Não tenho mesmo palavras suficientes para vos agradecer.

Depois às minhas meninas, da minha equipa fabulosa, que agilizaram tudo, tínhamos uma bancada cheia de flores, mesmo ao estilo Clavel's Kitchen. Aos meus familiares que estavam lá em peso. Ao Miguel, à minha mãe, aos meus irmãos...

Por fim, mas não por último, quero agradecer ao Nuno Borges que fez uma apresentação incrível e, como diz a Teresa, é sempre um prazer ouvi-lo falar. O seu domínio pela área da nutrição e alimentação é imenso e é uma honra enorme para mim estar a seu lado e ouvi-lo dizer que o meu livro é um bom livro; Ai, que orgulho!

O lançamento foi, realmente, um sucesso. Um dia muito agridoce para mim, mesmo muito. Mas, pai, se até agora a minha palavra sobre um equilíbrio alimentar foi relevante, a partir de agora torna-se imponente, essencial e crucial. A importância de uma alimentação saudável, um estilo de vida saudável é fundamental para uma vida equilibrada e com menos riscos. Sei que se pelo menos estivesses um pouco mais atento poderíamos ter evitado este desfecho horrível e, por isso, a partir de hoje serei ainda mais insistente neste ponto.

Pai, tenho saudades tuas.



Deixo-vos uma das receitas que levei à TVI e que é umas das minhas favoritas do livro. São umas bruchettas de cavala, são das entradas que fazem mais sucesso e eram uma das receitas que o meu pai mais gostava também.



Bruschettas de cavala com puré de cenoura

4 pessoas • Entrada/peixe

Ingredientes:

1 pão de cereais fatiado (350g)
2 latas de cavala picante em conserva
3 cenouras médias
2 dentes de alho
1 malagueta pequena
1 folha de louro
2 colheres de sopa de azeite
Sal q.b.

Preparação:

Tostar as fatias de pão numa frigideira com o azeite bem quente.
Esmagar um dente de alho e raspar nas fatias.

Cozer as cenouras num tachinho com água, sal, um dente de alho, a malagueta e a folha de louro. Escorrer a água, retirar a malagueta e a folha de louro e reduzir a cenoura a puré.

Escorrer bem o óleo das cavalas.
Barrar cada fatia de pão com o puré de cenoura e colocar por cima um filete de cavala.

Decorar com micro-rebentos ou ervas aromáticas.

7 de abril de 2017

O meu luto de branco

Estes últimos dias têm sido uma verdadeira montanha russa. O meu coração e o meu corpo tremiam de felicidade e de profunda tristeza. Há dois meses que a minha família foi abalada, mais uma vez, pelo monstro do cancro. Desta vez resolveu atacar o meu pai.

Foram dois meses de uma profunda agonia. Uma dor imensa ver alguém sofrer tanto e sentir-mo-nos completamente atados sem conseguir fazer nada, ou praticamente nada pela pessoa que nos é tão querida. Foi uma doença horrível, avassaladora, terrível e que me assombra durante as noites.

Não é fácil para mim escrever estes textos, não gosto de falar de coisas más, mas efectivamente elas fazem parte da vida.

O meu pai morreu hoje, às 12:59 enquanto eu vinha em contra-relógio no comboio, com uma esperança muito pequenina de ainda tentar arranjar-lhe a mão com força até ao último suspiro. Não estive de corpo, mas estive lá com ele, via telefone, até ao fim.

Fim. O que é isso do fim? Pois bem, o meu luto é branco. Eu acredito na luz, acredito na vida pós morte, acredito que ele deixou de sofrer e que agora está no caminho certo. E por isso mesmo decidi que deveria manter o meu lançamento do livro que é já amanhã.

Esta decisão, confesso, foi umas decisões mais difíceis da minha vida. Mas na forma como encaro a vida, na forma como mostro amor, não poderia ser de outra maneira. Vou ter oportunidade de homenagear o meu pai, num momento mais ou menos feliz, vou falar-vos um pouco da importância que ele teve para a construção da minha vida na área da alimentação. E sendo o meu pai um homem de literatura, tenho a certeza absoluta que ele estava muito orgulhoso por esta minha conquista. Enfim, vou tentar não chorar (o que não prometo), mas vou tentar relembrá-lo e mostrá-lo um pouquinho a vocês.

Obrigada a todos os meus leitores.
Ponderei seriamente se deveria fazer este anúncio público, mas acho que faz todo o sentido.

25 de março de 2017

O meu livro {12 ingredientes 60 receitas para toda a família}


É difícil colocar em palavras o turbilhão de emoções pelas quais estou a passar neste momento. É tão grande a alegria, o entusiasmo e a incredibilidade de eu ter feito um livro, que é difícil conseguir transmitir. :)

22 de março de 2017

O que irá acontecer a dia 8 de Abril?

Estou ansiosa por vos poder contar tudo. Mas enquanto não posso vou revelando assim aos bocadinhos. Pelo menos já sabem que será no dia 8 de Abril. Guardem o dia na vossa agenda, é muito importante para mim! :)

Para estarem a par de todas as novidades e saberem de antemão inscrevam-se na newsletter.
Garanto-vos que serão os primeiros a saber de tudo, com todos os pormenores. Falta muito pouquinho. Aiii.. que estou mesmo ansiosa.

20 de março de 2017

A Teresa ensina: Os benefícios do espinafre


O espinafre, embora nativo do Médio Oriente, é um hortícola cultivado à escala mundial, muito apreciado e consumido em todo o mundo. Contrariamente ao que muita gente pensa, não pertence à família das crucíferas, mas sim à família Amaranthaceae da qual também fazem parte a beterraba, a acelga e os grãos amaranto e quinoa. A sua época de produção é entre os meses de Março e Maio e Setembro e Outubro e encontra-se disponível em 3 formas diferentes – sabóia, semi-sabóia e baby leaf. No momento da compra, deve optar-se sempre pelo espinafre de folha bem verde, firme e suculenta.

8 de março de 2017

Camélias em bolacha {Porto, Cidade das Camélias - PortoLazer}

Pelo terceiro ano consecutivo o Porto volta a transformar-se na Cidade das Camélias. Aquela que é conhecida pela flor do inverno volta a florir o porto em festividades. E eu, pela segunda vez, vou estar presente nesta que é uma festas mais bonitas da cidade do Porto. Estarei eu e a Teresa a dar um workshop dedicado a crianças e graúdos de como transformar bolachas em camélias comestíveis.

Num ambiente descontraído e rodeadas pelos belíssimos jardins de Serralves, estaremos dia 11 de Março, das 11h às 12h. Podem ver o programa completo aqui. o workshop é gratuito, mas obrigada a inscrição prévia, que podem fazer através deste email.

Contamos convosco? :)

Camélias em bolacha

Ingredientes:

250g de farinha
120g de manteiga
120g de açúcar

1 ovo
1⁄2 colher de chá de aroma de baunilha
1⁄2 colher de chá de fermento em pó

1⁄2 colher de chá de sal

[Para o buttercream]

150g de açúcar
120g de claras (aproximadamente 3 claras)
1 pitada de sal
250g de manteiga (temperatura ambiente)
Corantes alimentares a gosto

[Para o glacé]

125g de açúcar em pó
1 colher de sopa de leite
Corantes alimentares a gosto

Preparação:

Pré­-aqueça o forno a 180ºC.

Numa taça, bata o açúcar com a manteiga até obter um creme esbranquiçado.

Junte o ovo e o aroma de baunilha e bata mais um pouco. 
Junte a farinha, o fermento e o sal e bata em velocidade baixa até ficar tudo incorporado.
Embrulhe a massa em película aderente e leve ao frigorífico durante pelo menos 1 hora.
Coloque a massa numa superfície enfarinhada e estique com a ajuda de um rolo da massa.
 Corte a massa com cortadores em forma de flor.
Transfira para um tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno durante cerca de 10 minutos (atenção para não queimar!).
Assim que estiverem prontas, coloque as bolachinhas numa rede de arrefecimento até arrefecerem completamente.

Para o buttercream, coloque o açúcar, o sal e as claras numa taça. Mexendo sempre, deixe o açúcar derreter em banho-maria (confira com a ponta dos dedos que está totalmente derretido).
Bata a mistura numa batedeira em velocidade alta até se formarem picos firmes.
Assim que a taça estiver totalmente arrefecida, adicione a manteiga aos poucos. (Para ajudar a acelerar o processo, coloque um pano húmido em volta da taça). Continue sempre a bater, até obter um creme liso e brilhante.
Divida em várias tacinhas e junte aos poucos, pequenas gotas de corantes de várias cores.

Para o glacé, misture numa tacinha o açúcar em pó com o leite até obter uma consistência bem espessa. Se necessário, adicione mais açúcar ou mais leite para obter a consistência desejada. Junte um bocadinho de corante e transfira o glacé para um saco de pasteleiro pequeno. Faça um corte muito pequeno na ponta do saco.

Cubra as bolachinhas com o buttercream e decore com o glacé.



3 de março de 2017

O poder no feminino {Granola Salgada de Bacon e Tomate Seco}




Há pouco mais de um ano que abri a minha empresa. Como tantas vezes desabafei neste blogue, esta decisão foi das mais complicadas e arriscadas da minha vida. Mas hoje, passado tão pouco tempo não podia estar mais feliz e concretizada. O dia da mulher está aí a chegar e se há dia que eu gosto é o 8 de Março. Apesar de se ter transformado num dia super comercial, em que o que interessa é dar uma flor às mulheres, o 8 de Março é bem mais importante do que dar uma rosa às mulheres.

26 de fevereiro de 2017

Tempo de qualidade {Bolo de amêndoa e curd de kumquat - com vídeo}

Nos últimos tempos muitas situações menos positivas têm acontecido. O valor da vida impõe-se grande e forte. A necessidade de me envolver em ninho com as minhas filhas torna-se cada vez mais gigante e a importância de vivermos uma vida o mais felizes possível também.

É com estes pensamentos que me têm assolado ultimamente que também me tenho forçado a estar mais tempo de qualidade com as minhas filhas e estar, também com os meus amigos e amigas. Termos tempo para nós mesmas, e não estivermos bem, como poderemos fazer com que os nossos filhos estejam bem e quem nos rodeia?

Desde o início deste ano tomei algumas decisões. Todas as semanas, eu e o meu marido saímos para jantar. Só nós os dois. Estamos a fazer uma foodtrip pelos restaurantes do Porto e tem sido uma viagem incrível pelo mundo gastronómico. Para além disso, uma das outras decisões passa por estar mais vezes só com os meus amigos e amigas.

Este foi um desses dias, em que nos juntamos à volta de uma mesa para saborear um bolo inspirado no livro da minha querida amiga Teresa do Lume Brando, do livro dela "Estava Tudo Ótimo". E estava mesmo, tudo maravilhoso. Este bolo é delicioso, sente-se o crocante das amêndoas e o azeite confere-lhe uma textura mais acetinada. Delicioso, é o que vos garanto.


Bolo de amêndoa, azeite e limão
(Eu dupliquei a receita)

Ingredientes para o Bolo

3 ovos
100g de açúcar
60g de farinha de amêndoa
50g de farinha sem fermento
25g de azeite suave
5g de fermento
Raspa de 1/2 limão

Ingredientes para Curd de Kumquat*

100ml de sumo de kumquat
60g de manteiga
6 kumquats fatiados finamente
2 ovos
150g de açúcar

Preparação do Bolo

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte a forma com óleo em spray ou com manteiga e farinha.
Numa taça bata os ovos com o açúcar e o azeite.
Junte as farinhas e o fermento, envolva bem sem bater demasiado e verta na forma.
leve a cozer durante 25 a 30minutos (faça o teste do palito, se o palito estiver seco o bolo já está cozido).

Preparação do Curd 

Coloque os ovos, o açúcar e o sumo dos kumquats num tachinho. mexa bem e leve a fogo médio.
Enquanto aqueça mexa sempre até engrossar. Quando engrossar retire do lume e junte os kumquats fatiados. mexa bem. nesse momento envolva a manteiga e volta a mexer até a manteiga derreter.
pode colocar num frasco hermético para guardar. Neste caso serviu como topping do bolo e ficou divinal.

* Podem saber um bocadinho mais acerca do kumquat aqui neste post já com 2 anos! ;)

E como já tem sido hábito, aqui fica o vídeo de como fazer curd de kumquat. Espero que gostem! :)

11 de fevereiro de 2017

Contigo transformo o mundo {bolinhos da sorte - com vídeo!}

Falar sobre amor é sempre piroso, já dizia Fernando Pessoa que "Todas as cartas de amor são
Ridículas. / Não seriam cartas de amor se não fossem / Ridículas." E no fundo, o amor falado resume-se a isso, a uma pitada de ridículo e lamechas que nesta altura do ano torna a blogosfera bem cor-de-rosa e cheia de flores. Eu não poderia ser excepção! :)

Hoje falo-vos de um amor mais denso, deixando de fora a paixão e a loucura do início da relação. Hoje trago-vos uma reflexão daquilo que considero que possa fazer parte de um amor intenso, de uma relação duradoura e profunda. Aquela relação que passa pelo nascimento de filhos, pela intimidade intensa de momentos nada agradáveis, a relação que atura os defeitos todos de uma outra pessoa mas que continua a encontrar todos os dias os motivos pelos quais se apaixonou.

25 de janeiro de 2017

Um soluço {Azeite congelado com ervas}

Avanço na minha vida atarefada, entre milhares de assuntos, de decisões e de momentos de stress. Faz parte. Decisões e muitas tomadas de posição. A vida vai-se resolvendo, por ela mesma. As miúdas que adoecem, a cadela que estraga a tua manta favorita, a sopa que queimou... os trabalhos de casa que ainda não foram feitos e a bebé que chora porque tem sono e tu estás sem paciência.

29 de dezembro de 2016

Ano novo, novos brindes! {3 brindes diferentes com espumante}

Seria impossível não fazer um balanço deste ano 2016. O ano que mudou radicalmente a minha vida. Um ano cheio de emoções, decisões, mudanças. Radicalmente a minha vida deu uma volta de 180º. Um ano que conheci pessoas fabulosas, um ano cheio de lágrimas, mas tantas, tantas conquistas.

22 de dezembro de 2016

🎅🏼 Oh oh Oh! Feliz Natal! {Leite creme de coco + vinho quente + rabanadas de chai massala e ainda uma oferta especial}

O mês de Dezembro é sempre um mês complicado para maior parte das famílias portuguesas. Muito atarefado com as compras natalícias, os jantares de natal e a organização das casas para receber os nossos mais queridos.

12 de dezembro de 2016

Um resumo do que temos feito {Clavel's Kitchen on fire!}

Estamos a chegar ao final do ano e o balanço que faço é mais do que positivo. Se há uns meses tinha imenso medo em tomar a decisão mais difícil da minha vida, hoje sei que tomei a decisão mais do que certa. A minha jornada tem sido incrível, sem qualquer sombra dúvida, e seria imensamente mentirosa se não dissesse que não sinto um enorme orgulho naquilo que conquistei este ano.

19 de novembro de 2016

Todos temos direito à paz {Muhammara de pimentos assados e romã}

Nunca em nenhum post referi opções e/ou opiniões políticas. E isso acontece propositadamente. Tenho as minha opiniões, algumas bem vincadas, sei bem distinguir o que considero certo e errado. Tenho uma consciência muito clara do que sinto em relação a determinados assuntos, mas aqui, nestes espaço público de partilha optei por nunca me revelar nesse sentido.

Com isto não quero dizer que hoje vou abrir uma excepção. Não será propriamente isso, até porque o que vos vou falar, para mim, é muito mais uma questão humanitária do que política.