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26 de abril de 2017

O turbilhão {Magret de Pato com Redução de Cacau e Laranja}

Tem sido uma constante por aqui pelo blogue falar-vos da imensidão de trabalho que tenho tido. As emoções descontroladas, e os ataques de choro às escondidas tem sido algo frequentes. Os sentimentos são confusos e baralhados.

Se por um lado [o maior!] me sinto imensamente agradecida por tudo o que a vida me tem proporcionado, por outro estou num limbo de angústia e uma vontade imensa em me fechar sozinha dias seguidos, só para me reencontrar e encontrar a minha paz interior.

Ter imenso trabalho, imensos projectos e imensas ideias é, sem dúvida alguma, o que mais gosto e preciso de ter na minha vida. Fui eu que procurei esta vida, fui eu que lutei por ela e conseguir alcançar os meus objectivos tão rapidamente só me pode deixar orgulhosa. Mas ao mesmo tempo só queria poder estar sozinha, um bocadinho [vá... já nem preciso de dias, já reduzo para umas horas]. Sem pressões, sem responsabilidades. Mas não posso. Não posso e tenho de aceitar isso. Reerguer-me e enfrentar a vida.

Sim! A vida às vezes é muito injusta. Sim, tira-nos assim as pessoas que gostamos e dou por mim diariamente a pensar: "tenho de contar isto ao pai", quando me cai a ficha constantemente de que ele já cá não está. Não é fácil. Digerir a minha perda é difícil, pois tal como ele era uma pessoa difícil, perdê-lo tornou tudo ainda mais complicado. Bem, são questões confusas e minhas, tão só minhas que terei de as resolver igualmente, sozinha. Mas hoje encontrei a forma de me sentir mais próxima dele. Hoje trago comigo o seu bem mais precioso, a aliança dele do casamento com a minha mãe que nunca o abandonou, a não ser aquando a doença o tornou magro demais para a usar. Hoje e para sempre estará comigo, na minha mão direita. Fará parte de mim, um bocadinho do meu pai, sempre junto a mim.

Para isso trago uns dos pratos que ele mais gostava, não esta versão que nunca cheguei a ter oportunidade de lhe mostrar, pois quando a desenvolvi (para o Festival do Chocolate em Óbidos) ele já estava muito doente para a poder provar. Mas aqui fica, Pai, espero que gostes, tenho a certeza que irias adorar.

MAGRET DE PATO COM REDUÇÃO DE LARANJA E CACAU

Ingredientes:

1 peito de pato
Sal q.b.
Pimenta q.b.

Para a redução de laranja:

2 laranjas
125g de açúcar
125ml de água
50g de manteiga de cacau
Flor de sal q.b.

Preparação:

Descasque a laranja e retire o excesso da parte branca.
Apare as cascas e corte em cubos pequenos.
Coloque num tacho o açúcar e a água e leve ao lume.
Quando levantar fervura coloque os cubos de casca e deixar cozer até amolecerem. Coloque depois o sumo de uma laranja e deixe reduzir até obter uma consistência licorosa.
Tempere com flor de sal.
Pré-aqueça o forno a 200º.
Faça leves incisões com a faca do lado da pele do peito de pato, de modo a criar uma grelha, na diagonal.
Aqueça bem a frigideira e coloque o pato com a pele virada para baixo.
Deixe cozinhar alguns minutos, até a pele ter a cor desejada.
Vire o magret e, com a ajuda de um espeto de metal, confira a temperatura no interior. Se pretender rosado, deve estar morno.
Rapidamente, coloque o magret no forno e aguarde cerca de 5 minutos.
Retire e deixe repousar alguns minutos, antes de cortar.
Sirva com a redução de laranja e cacau.

12 de abril de 2017

A sobrevivência do dia-a-dia {e o dia do lançamento do livro}



Fotografia tirada pelo meu queridíssimo amigo Hélder Teixeira

Quando as pessoas me perguntam como estou, confesso que não sei bem o que responder.
Ando num sistema tipo piloto automático, num estado de sobrevivência, acho mesmo que é essa a palavra certa. O facto de estar com imenso trabalho ajuda-me a passar os dias, mas quando páro por uns segundos a realidade assombra-me e fico com a sensação de estar a viver um pesadelo do qual não consigo acordar.

No meio deste turbilhão de sentimentos e de uma vontade louca de me fechar num buraquinho e poder chorar tudo a que tenho direito, tenho imensos compromissos aos quais não posso, nem quero faltar. Começou pela ida ao Você na TV que para quem bem me conhece irá notar uma Maria João bem menos viva pois pressentia, naquele preciso momento, que já não iria chegar a tempo de abraçar o meu pai. E depois, no dia seguinte, o lançamento do livro.

E é, por causa do lançamento, que aqui escrevo, porque tenho de agradecer às dezenas de pessoas que apareceram, num dia em que o sol brilhava forte lá fora. Quero, também, agradecer aos meus amigos, incansáveis a procurar o meu bem-estar, especialmente ao Hélder, que esteve sempre presente, me acompanhou nos piores e melhores momentos destes dias atribulados e que no dia do lançamento apareceu em minha casa com a fabulosa maquilhadora Joana do Porto Canal. Não tenho mesmo palavras suficientes para vos agradecer.

Depois às minhas meninas, da minha equipa fabulosa, que agilizaram tudo, tínhamos uma bancada cheia de flores, mesmo ao estilo Clavel's Kitchen. Aos meus familiares que estavam lá em peso. Ao Miguel, à minha mãe, aos meus irmãos...

Por fim, mas não por último, quero agradecer ao Nuno Borges que fez uma apresentação incrível e, como diz a Teresa, é sempre um prazer ouvi-lo falar. O seu domínio pela área da nutrição e alimentação é imenso e é uma honra enorme para mim estar a seu lado e ouvi-lo dizer que o meu livro é um bom livro; Ai, que orgulho!

O lançamento foi, realmente, um sucesso. Um dia muito agridoce para mim, mesmo muito. Mas, pai, se até agora a minha palavra sobre um equilíbrio alimentar foi relevante, a partir de agora torna-se imponente, essencial e crucial. A importância de uma alimentação saudável, um estilo de vida saudável é fundamental para uma vida equilibrada e com menos riscos. Sei que se pelo menos estivesses um pouco mais atento poderíamos ter evitado este desfecho horrível e, por isso, a partir de hoje serei ainda mais insistente neste ponto.

Pai, tenho saudades tuas.



Deixo-vos uma das receitas que levei à TVI e que é umas das minhas favoritas do livro. São umas bruchettas de cavala, são das entradas que fazem mais sucesso e eram uma das receitas que o meu pai mais gostava também.



Bruschettas de cavala com puré de cenoura

4 pessoas • Entrada/peixe

Ingredientes:

1 pão de cereais fatiado (350g)
2 latas de cavala picante em conserva
3 cenouras médias
2 dentes de alho
1 malagueta pequena
1 folha de louro
2 colheres de sopa de azeite
Sal q.b.

Preparação:

Tostar as fatias de pão numa frigideira com o azeite bem quente.
Esmagar um dente de alho e raspar nas fatias.

Cozer as cenouras num tachinho com água, sal, um dente de alho, a malagueta e a folha de louro. Escorrer a água, retirar a malagueta e a folha de louro e reduzir a cenoura a puré.

Escorrer bem o óleo das cavalas.
Barrar cada fatia de pão com o puré de cenoura e colocar por cima um filete de cavala.

Decorar com micro-rebentos ou ervas aromáticas.

25 de março de 2017

O meu livro {12 ingredientes 60 receitas para toda a família}


É difícil colocar em palavras o turbilhão de emoções pelas quais estou a passar neste momento. É tão grande a alegria, o entusiasmo e a incredibilidade de eu ter feito um livro, que é difícil conseguir transmitir. :)

22 de março de 2017

O que irá acontecer a dia 8 de Abril?

Estou ansiosa por vos poder contar tudo. Mas enquanto não posso vou revelando assim aos bocadinhos. Pelo menos já sabem que será no dia 8 de Abril. Guardem o dia na vossa agenda, é muito importante para mim! :)

Para estarem a par de todas as novidades e saberem de antemão inscrevam-se na newsletter.
Garanto-vos que serão os primeiros a saber de tudo, com todos os pormenores. Falta muito pouquinho. Aiii.. que estou mesmo ansiosa.

20 de março de 2017

A Teresa ensina: Os benefícios do espinafre


O espinafre, embora nativo do Médio Oriente, é um hortícola cultivado à escala mundial, muito apreciado e consumido em todo o mundo. Contrariamente ao que muita gente pensa, não pertence à família das crucíferas, mas sim à família Amaranthaceae da qual também fazem parte a beterraba, a acelga e os grãos amaranto e quinoa. A sua época de produção é entre os meses de Março e Maio e Setembro e Outubro e encontra-se disponível em 3 formas diferentes – sabóia, semi-sabóia e baby leaf. No momento da compra, deve optar-se sempre pelo espinafre de folha bem verde, firme e suculenta.

8 de março de 2017

Camélias em bolacha {Porto, Cidade das Camélias - PortoLazer}

Pelo terceiro ano consecutivo o Porto volta a transformar-se na Cidade das Camélias. Aquela que é conhecida pela flor do inverno volta a florir o porto em festividades. E eu, pela segunda vez, vou estar presente nesta que é uma festas mais bonitas da cidade do Porto. Estarei eu e a Teresa a dar um workshop dedicado a crianças e graúdos de como transformar bolachas em camélias comestíveis.

Num ambiente descontraído e rodeadas pelos belíssimos jardins de Serralves, estaremos dia 11 de Março, das 11h às 12h. Podem ver o programa completo aqui. o workshop é gratuito, mas obrigada a inscrição prévia, que podem fazer através deste email.

Contamos convosco? :)

Camélias em bolacha

Ingredientes:

250g de farinha
120g de manteiga
120g de açúcar

1 ovo
1⁄2 colher de chá de aroma de baunilha
1⁄2 colher de chá de fermento em pó

1⁄2 colher de chá de sal

[Para o buttercream]

150g de açúcar
120g de claras (aproximadamente 3 claras)
1 pitada de sal
250g de manteiga (temperatura ambiente)
Corantes alimentares a gosto

[Para o glacé]

125g de açúcar em pó
1 colher de sopa de leite
Corantes alimentares a gosto

Preparação:

Pré­-aqueça o forno a 180ºC.

Numa taça, bata o açúcar com a manteiga até obter um creme esbranquiçado.

Junte o ovo e o aroma de baunilha e bata mais um pouco. 
Junte a farinha, o fermento e o sal e bata em velocidade baixa até ficar tudo incorporado.
Embrulhe a massa em película aderente e leve ao frigorífico durante pelo menos 1 hora.
Coloque a massa numa superfície enfarinhada e estique com a ajuda de um rolo da massa.
 Corte a massa com cortadores em forma de flor.
Transfira para um tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno durante cerca de 10 minutos (atenção para não queimar!).
Assim que estiverem prontas, coloque as bolachinhas numa rede de arrefecimento até arrefecerem completamente.

Para o buttercream, coloque o açúcar, o sal e as claras numa taça. Mexendo sempre, deixe o açúcar derreter em banho-maria (confira com a ponta dos dedos que está totalmente derretido).
Bata a mistura numa batedeira em velocidade alta até se formarem picos firmes.
Assim que a taça estiver totalmente arrefecida, adicione a manteiga aos poucos. (Para ajudar a acelerar o processo, coloque um pano húmido em volta da taça). Continue sempre a bater, até obter um creme liso e brilhante.
Divida em várias tacinhas e junte aos poucos, pequenas gotas de corantes de várias cores.

Para o glacé, misture numa tacinha o açúcar em pó com o leite até obter uma consistência bem espessa. Se necessário, adicione mais açúcar ou mais leite para obter a consistência desejada. Junte um bocadinho de corante e transfira o glacé para um saco de pasteleiro pequeno. Faça um corte muito pequeno na ponta do saco.

Cubra as bolachinhas com o buttercream e decore com o glacé.



3 de março de 2017

O poder no feminino {Granola Salgada de Bacon e Tomate Seco}




Há pouco mais de um ano que abri a minha empresa. Como tantas vezes desabafei neste blogue, esta decisão foi das mais complicadas e arriscadas da minha vida. Mas hoje, passado tão pouco tempo não podia estar mais feliz e concretizada. O dia da mulher está aí a chegar e se há dia que eu gosto é o 8 de Março. Apesar de se ter transformado num dia super comercial, em que o que interessa é dar uma flor às mulheres, o 8 de Março é bem mais importante do que dar uma rosa às mulheres.

26 de fevereiro de 2017

Tempo de qualidade {Bolo de amêndoa e curd de kumquat - com vídeo}

Nos últimos tempos muitas situações menos positivas têm acontecido. O valor da vida impõe-se grande e forte. A necessidade de me envolver em ninho com as minhas filhas torna-se cada vez mais gigante e a importância de vivermos uma vida o mais felizes possível também.

É com estes pensamentos que me têm assolado ultimamente que também me tenho forçado a estar mais tempo de qualidade com as minhas filhas e estar, também com os meus amigos e amigas. Termos tempo para nós mesmas, e não estivermos bem, como poderemos fazer com que os nossos filhos estejam bem e quem nos rodeia?

Desde o início deste ano tomei algumas decisões. Todas as semanas, eu e o meu marido saímos para jantar. Só nós os dois. Estamos a fazer uma foodtrip pelos restaurantes do Porto e tem sido uma viagem incrível pelo mundo gastronómico. Para além disso, uma das outras decisões passa por estar mais vezes só com os meus amigos e amigas.

Este foi um desses dias, em que nos juntamos à volta de uma mesa para saborear um bolo inspirado no livro da minha querida amiga Teresa do Lume Brando, do livro dela "Estava Tudo Ótimo". E estava mesmo, tudo maravilhoso. Este bolo é delicioso, sente-se o crocante das amêndoas e o azeite confere-lhe uma textura mais acetinada. Delicioso, é o que vos garanto.


Bolo de amêndoa, azeite e limão
(Eu dupliquei a receita)

Ingredientes para o Bolo

3 ovos
100g de açúcar
60g de farinha de amêndoa
50g de farinha sem fermento
25g de azeite suave
5g de fermento
Raspa de 1/2 limão

Ingredientes para Curd de Kumquat*

100ml de sumo de kumquat
60g de manteiga
6 kumquats fatiados finamente
2 ovos
150g de açúcar

Preparação do Bolo

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Unte a forma com óleo em spray ou com manteiga e farinha.
Numa taça bata os ovos com o açúcar e o azeite.
Junte as farinhas e o fermento, envolva bem sem bater demasiado e verta na forma.
leve a cozer durante 25 a 30minutos (faça o teste do palito, se o palito estiver seco o bolo já está cozido).

Preparação do Curd 

Coloque os ovos, o açúcar e o sumo dos kumquats num tachinho. mexa bem e leve a fogo médio.
Enquanto aqueça mexa sempre até engrossar. Quando engrossar retire do lume e junte os kumquats fatiados. mexa bem. nesse momento envolva a manteiga e volta a mexer até a manteiga derreter.
pode colocar num frasco hermético para guardar. Neste caso serviu como topping do bolo e ficou divinal.

* Podem saber um bocadinho mais acerca do kumquat aqui neste post já com 2 anos! ;)

E como já tem sido hábito, aqui fica o vídeo de como fazer curd de kumquat. Espero que gostem! :)

11 de fevereiro de 2017

Contigo transformo o mundo {bolinhos da sorte - com vídeo!}

Falar sobre amor é sempre piroso, já dizia Fernando Pessoa que "Todas as cartas de amor são
Ridículas. / Não seriam cartas de amor se não fossem / Ridículas." E no fundo, o amor falado resume-se a isso, a uma pitada de ridículo e lamechas que nesta altura do ano torna a blogosfera bem cor-de-rosa e cheia de flores. Eu não poderia ser excepção! :)

Hoje falo-vos de um amor mais denso, deixando de fora a paixão e a loucura do início da relação. Hoje trago-vos uma reflexão daquilo que considero que possa fazer parte de um amor intenso, de uma relação duradoura e profunda. Aquela relação que passa pelo nascimento de filhos, pela intimidade intensa de momentos nada agradáveis, a relação que atura os defeitos todos de uma outra pessoa mas que continua a encontrar todos os dias os motivos pelos quais se apaixonou.

25 de janeiro de 2017

Um soluço {Azeite congelado com ervas}

Avanço na minha vida atarefada, entre milhares de assuntos, de decisões e de momentos de stress. Faz parte. Decisões e muitas tomadas de posição. A vida vai-se resolvendo, por ela mesma. As miúdas que adoecem, a cadela que estraga a tua manta favorita, a sopa que queimou... os trabalhos de casa que ainda não foram feitos e a bebé que chora porque tem sono e tu estás sem paciência.

29 de dezembro de 2016

Ano novo, novos brindes! {3 brindes diferentes com espumante}

Seria impossível não fazer um balanço deste ano 2016. O ano que mudou radicalmente a minha vida. Um ano cheio de emoções, decisões, mudanças. Radicalmente a minha vida deu uma volta de 180º. Um ano que conheci pessoas fabulosas, um ano cheio de lágrimas, mas tantas, tantas conquistas.

22 de dezembro de 2016

🎅🏼 Oh oh Oh! Feliz Natal! {Leite creme de coco + vinho quente + rabanadas de chai massala e ainda uma oferta especial}

O mês de Dezembro é sempre um mês complicado para maior parte das famílias portuguesas. Muito atarefado com as compras natalícias, os jantares de natal e a organização das casas para receber os nossos mais queridos.

12 de dezembro de 2016

Um resumo do que temos feito {Clavel's Kitchen on fire!}

Estamos a chegar ao final do ano e o balanço que faço é mais do que positivo. Se há uns meses tinha imenso medo em tomar a decisão mais difícil da minha vida, hoje sei que tomei a decisão mais do que certa. A minha jornada tem sido incrível, sem qualquer sombra dúvida, e seria imensamente mentirosa se não dissesse que não sinto um enorme orgulho naquilo que conquistei este ano.

19 de novembro de 2016

Todos temos direito à paz {Muhammara de pimentos assados e romã}

Nunca em nenhum post referi opções e/ou opiniões políticas. E isso acontece propositadamente. Tenho as minha opiniões, algumas bem vincadas, sei bem distinguir o que considero certo e errado. Tenho uma consciência muito clara do que sinto em relação a determinados assuntos, mas aqui, nestes espaço público de partilha optei por nunca me revelar nesse sentido.

Com isto não quero dizer que hoje vou abrir uma excepção. Não será propriamente isso, até porque o que vos vou falar, para mim, é muito mais uma questão humanitária do que política.

14 de novembro de 2016

Comida de conforto {Cevadotto de abóbora e castanhas + mousse de chocolate e castanhas}







Estamos em época das castanhas, da abóbora, das comidas reconfortantes, quentes e familiares.
Aqui por casa adoramos este género de comida; a comida de conforto, as refeições em que juntamos toda a gente, família e amigos, à volta de uma mesa, com as crianças a correr à volta da mesa. Esta confusão que se gira à nossa volta é o que nos faz feliz, casa cheia, barulho e tudo desarrumado!

Sempre gostei de ter a casa cheia, agora com a mudança para a casa nova ajuda a que a festa se torne ainda maior. Uma sala grande, uma cozinha luminosa aberta para a sala convida a este tipo de convívio. E, por isso mesmo, não podia deixar de levar uma receita destas ao Porto Canal no dia de S. Martinho, na passada sexta-feira.

Para terminar em grande não podia deixar de fazer uma sobremesa tão reconfortante como este cevadotto. Uma mousse de chocolate e castanhas. Há lá coisa melhor?

11 de novembro de 2016

Um pedaço de amor numa tosta {Tostas de abacate com azeite}

Ser-se o melhor do mundo tem muito que se lhe diga. Confesso que isto de catalogar as coisas com o ser-se melhor ou pior foi sempre algo que me deixou apreensiva, mas como em tudo na vida tem de haver uma escala para sabermos o que de melhor se faz por aí. E este azeite é, sem dúvida, divinal!

Pelo terceiro ano consecutivo o azeite Oliveira da Serra ganhou a distinção da Medalha de Ouro na categoria de Frutado Verde Ligeiro, da competição mais prestigiada a nível internacional – o Mario Solinas Quality Award.

Ter uma garrafa deste azeite incrível é realmente um privilégio muito grande e por isso não poderia deixar de vos mostrar uma sugestão para um brunch demorado com os vossos "mais que tudo".

Como em tudo na vida o que é bom é para se usufruir com quem mais amamos. Não sou daquelas pessoas que deixa o melhor vinho, ou melhor azeite no caso, guardado para uma ocasião muito especial. Acredito que as ocasiões especiais podemos fazê-las quantas vezes quisermos. por isso optei por criar este brunch, para mim e para o Miguel, temperado com o melhor azeite do mundo. Vejam bem como com pequenas coisas podemos mostrar o nosso amor por alguém.


Tostas de abacate com azeite

Ingredientes:

Pão de centeio torrado
1 abacate
1 colher de sopa de tomate seco picado
Chilli q.b.
Sumo de 1/4 de limão
Flor de sal q.b.
Pimenta preta q.b.
Azeite Oliveira da Serra

Preparação:

Abra o abacate a meio e parta-o em fatias finais.
Coloque o abacate em cima das tostas.
Tempere com a flor de sal e a pimenta preta.
Regue com o sumo do limão.
Polvilhe o tomate seco e a chilli.
regue generosamente com um fio de azeite.

Sirva acompanhado de ovos estrelados em cima das tostas e umas panquecas para "sobremesa".



4 de novembro de 2016

Mudanças frescas {Ahi Poke - atum marinado em soja}


Se há momentos complicados esta semana que passou foi sem dúvida um desses momentos. Com o meu pai internado (já está tudo bem, felizmente!), mudança de casa e muito trabalho a acumular; esta semana foi muito idêntica a um pequeno estado caótico.

Fizemos a nossa primeira campanha enquanto agência dedicada à culinária. Estamos muito orgulhosas da nossa campanha que está a ser um sucesso. (A Clavel's Kitchen não é somente uma escola de culinária. Em breve colocaremos no website todas as informações.)

21 de outubro de 2016

A energia da mudança {Fuel Pancakes - Panquecas de batata doce roxa}


Se me dissessem que a minha vida ia mudar tanto nestes últimos 3 anos eu não acreditaria. Há dois anos mudei de casa... e agora volto a mudar. Às vezes penso que é sina ou karma... eu sei lá. Enquanto criança e adolescente mudamos muitas vezes de casa, de cidades, de localidades e eu dizia: "quando tiver a minha casa não irei mudar!". Ahahah "cospe para o ar que te cai em cima!"

Se é mau? Não, é muito bom. Por vários motivos esta mudança é excelente. Vamos para uma casa melhor, vou ter uma cozinha incrível e vou ter uma horta. Espero partilhar convosco muitas histórias da horta e muitas receitas na minha cozinha branca e muito luminosa.

Agora esta fase de mudança é insuportável. Detesto as mudanças, o empacotamento, o lixo que se acumula numa casa, as coisas fora de prazo que temos na despensa. Os papéis que andam soltos. Os brinquedos que são às dezenas. Os sapatos que ficaram escondidos no armário, aquela gaveta que servia para esconder as coisas que não sabíamos onde colocar. Sabem?! É terrível, tudo isto serve para me fazer sentir culpada. É revoltante, pois devia ser mais organizada. Claro que tem as suas vantagens. Vou doar muita coisa ao Mercado dos Santos (uma das associações que mais admiro e partilho aqui porque sei que eles precisam de divulgação e de muita ajuda) e claro, vou aproveitar para reorganizar os armários, a despensa, os brinquedos, as roupas das crianças... enfim... Muita coisa que espero conseguir fazer. O problema maior é não poder meter férias, não conseguir fazer uma pausa e como sempre na minha vida tenho milhares de coisas para fazer ao mesmo tempo.

Mas acho que é isto que me faz vibrar, que me faz fervilhar o sangue, que me faz ter dores de cabeça, mas ser feliz, plena e cheia de força. Mil projectos, mil ideias, sempre rodeada de muita gente e de muitos afazeres. Chegar ao final do dia com o sentimento que produzi muito, que tenho ainda muito por fazer, mas que de alguma forma estou a contribuir para que algo cresça e evolua.

Claro que para ter energia para tantos afazeres, tenho de me alimentar convenientemente. Fiz estas "Fuel Pancakes" nome dado pela cor e pela capacidade incrível de nos conferir a energia necessária para o início do dia. São umas panquecas completamente fora do vulgar e verdadeiramente deliciosas. Não há como não começar o dia a sorrir.

(Já agora um aparte, vou apresentar esta receita e mais outras de pequenos-almoços saudáveis, no Mercado Bom Sucesso, dia 29 de Outubro, às 11h, apareçam!)

Fuel Pancakes
{Panquecas de batata doce roxa}
Receita elaborada para o Robot de cozinha Multifunções Cuisine Companion da Moulinex

Ingredientes

170g de batata doce roxa
50g de farinha de aveia
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de canela
1 colher de chá de mel
50ml de leite
1 ovo batido
1 pitada de sal

Preparação

Coloque as batatas inteiras com pele num tabuleiro e leve ao forno a 200ºC, até ficarem macias e tenras.
Remova a pele.

Coloque as batatas na taça com a lâmina picadora. Programe velocidade 12 durante 2 minutos e faça um puré. Deixe arrefecer.
Junte todos os ingredientes na taça e volte a programar velocidade 12 durante 2 minutos.

Aqueça uma frigideira antiaderente e verta ½ concha de sopa do preparado. Assim que começar a formar bolinhas à superfície, vire as panquecas até ficarem uniformemente cozinhadas de ambos os lados.
Sirva com um fio de mel e fruta a gosto.


*Se necessário, use óleo de coco para as panquecas não colarem.

22 de agosto de 2016

Ver com as mãos {Bruschetta de pêssego e queijo feta}

"Meninos, não se vê com as mãos."

Quantas vezes ouvimos esta frase? E quantas vezes a repetimos?

Recordo-me de ser criança e querer mexer no que estava a ver, mas havia sempre esta frase em forma de reprimenda. O desejo de tocar era enorme, mas tínhamos de andar de mãos nas costas, porque "ver, é com os olhos". Às vezes a vontade de cheirar também existia, e com as mãos atrás das costas aproximava-me do objecto e tentava cheirá-lo, mas sem a possibilidade de tocar, nenhum dos outros dois sentidos eram potenciados. Esperava que os meus pais não estivessem a olhar para mim, e muito levemente tentava sentir o dito objecto.