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29 de dezembro de 2016

Ano novo, novos brindes! {3 brindes diferentes com espumante}

Seria impossível não fazer um balanço deste ano 2016. O ano que mudou radicalmente a minha vida. Um ano cheio de emoções, decisões, mudanças. Radicalmente a minha vida deu uma volta de 180º. Um ano que conheci pessoas fabulosas, um ano cheio de lágrimas, mas tantas, tantas conquistas.

22 de dezembro de 2016

🎅🏼 Oh oh Oh! Feliz Natal! {Leite creme de coco + vinho quente + rabanadas de chai massala e ainda uma oferta especial}

O mês de Dezembro é sempre um mês complicado para maior parte das famílias portuguesas. Muito atarefado com as compras natalícias, os jantares de natal e a organização das casas para receber os nossos mais queridos.

12 de dezembro de 2016

Um resumo do que temos feito {Clavel's Kitchen on fire!}

Estamos a chegar ao final do ano e o balanço que faço é mais do que positivo. Se há uns meses tinha imenso medo em tomar a decisão mais difícil da minha vida, hoje sei que tomei a decisão mais do que certa. A minha jornada tem sido incrível, sem qualquer sombra dúvida, e seria imensamente mentirosa se não dissesse que não sinto um enorme orgulho naquilo que conquistei este ano.

19 de novembro de 2016

Todos temos direito à paz {Muhammara de pimentos assados e romã}

Nunca em nenhum post referi opções e/ou opiniões políticas. E isso acontece propositadamente. Tenho as minha opiniões, algumas bem vincadas, sei bem distinguir o que considero certo e errado. Tenho uma consciência muito clara do que sinto em relação a determinados assuntos, mas aqui, nestes espaço público de partilha optei por nunca me revelar nesse sentido.

Com isto não quero dizer que hoje vou abrir uma excepção. Não será propriamente isso, até porque o que vos vou falar, para mim, é muito mais uma questão humanitária do que política.

14 de novembro de 2016

Comida de conforto {Cevadotto de abóbora e castanhas + mousse de chocolate e castanhas}







Estamos em época das castanhas, da abóbora, das comidas reconfortantes, quentes e familiares.
Aqui por casa adoramos este género de comida; a comida de conforto, as refeições em que juntamos toda a gente, família e amigos, à volta de uma mesa, com as crianças a correr à volta da mesa. Esta confusão que se gira à nossa volta é o que nos faz feliz, casa cheia, barulho e tudo desarrumado!

Sempre gostei de ter a casa cheia, agora com a mudança para a casa nova ajuda a que a festa se torne ainda maior. Uma sala grande, uma cozinha luminosa aberta para a sala convida a este tipo de convívio. E, por isso mesmo, não podia deixar de levar uma receita destas ao Porto Canal no dia de S. Martinho, na passada sexta-feira.

Para terminar em grande não podia deixar de fazer uma sobremesa tão reconfortante como este cevadotto. Uma mousse de chocolate e castanhas. Há lá coisa melhor?

11 de novembro de 2016

Um pedaço de amor numa tosta {Tostas de abacate com azeite}

Ser-se o melhor do mundo tem muito que se lhe diga. Confesso que isto de catalogar as coisas com o ser-se melhor ou pior foi sempre algo que me deixou apreensiva, mas como em tudo na vida tem de haver uma escala para sabermos o que de melhor se faz por aí. E este azeite é, sem dúvida, divinal!

Pelo terceiro ano consecutivo o azeite Oliveira da Serra ganhou a distinção da Medalha de Ouro na categoria de Frutado Verde Ligeiro, da competição mais prestigiada a nível internacional – o Mario Solinas Quality Award.

Ter uma garrafa deste azeite incrível é realmente um privilégio muito grande e por isso não poderia deixar de vos mostrar uma sugestão para um brunch demorado com os vossos "mais que tudo".

Como em tudo na vida o que é bom é para se usufruir com quem mais amamos. Não sou daquelas pessoas que deixa o melhor vinho, ou melhor azeite no caso, guardado para uma ocasião muito especial. Acredito que as ocasiões especiais podemos fazê-las quantas vezes quisermos. por isso optei por criar este brunch, para mim e para o Miguel, temperado com o melhor azeite do mundo. Vejam bem como com pequenas coisas podemos mostrar o nosso amor por alguém.


Tostas de abacate com azeite

Ingredientes:

Pão de centeio torrado
1 abacate
1 colher de sopa de tomate seco picado
Chilli q.b.
Sumo de 1/4 de limão
Flor de sal q.b.
Pimenta preta q.b.
Azeite Oliveira da Serra

Preparação:

Abra o abacate a meio e parta-o em fatias finais.
Coloque o abacate em cima das tostas.
Tempere com a flor de sal e a pimenta preta.
Regue com o sumo do limão.
Polvilhe o tomate seco e a chilli.
regue generosamente com um fio de azeite.

Sirva acompanhado de ovos estrelados em cima das tostas e umas panquecas para "sobremesa".



4 de novembro de 2016

Mudanças frescas {Ahi Poke - atum marinado em soja}


Se há momentos complicados esta semana que passou foi sem dúvida um desses momentos. Com o meu pai internado (já está tudo bem, felizmente!), mudança de casa e muito trabalho a acumular; esta semana foi muito idêntica a um pequeno estado caótico.

Fizemos a nossa primeira campanha enquanto agência dedicada à culinária. Estamos muito orgulhosas da nossa campanha que está a ser um sucesso. (A Clavel's Kitchen não é somente uma escola de culinária. Em breve colocaremos no website todas as informações.)

21 de outubro de 2016

A energia da mudança {Fuel Pancakes - Panquecas de batata doce roxa}


Se me dissessem que a minha vida ia mudar tanto nestes últimos 3 anos eu não acreditaria. Há dois anos mudei de casa... e agora volto a mudar. Às vezes penso que é sina ou karma... eu sei lá. Enquanto criança e adolescente mudamos muitas vezes de casa, de cidades, de localidades e eu dizia: "quando tiver a minha casa não irei mudar!". Ahahah "cospe para o ar que te cai em cima!"

Se é mau? Não, é muito bom. Por vários motivos esta mudança é excelente. Vamos para uma casa melhor, vou ter uma cozinha incrível e vou ter uma horta. Espero partilhar convosco muitas histórias da horta e muitas receitas na minha cozinha branca e muito luminosa.

Agora esta fase de mudança é insuportável. Detesto as mudanças, o empacotamento, o lixo que se acumula numa casa, as coisas fora de prazo que temos na despensa. Os papéis que andam soltos. Os brinquedos que são às dezenas. Os sapatos que ficaram escondidos no armário, aquela gaveta que servia para esconder as coisas que não sabíamos onde colocar. Sabem?! É terrível, tudo isto serve para me fazer sentir culpada. É revoltante, pois devia ser mais organizada. Claro que tem as suas vantagens. Vou doar muita coisa ao Mercado dos Santos (uma das associações que mais admiro e partilho aqui porque sei que eles precisam de divulgação e de muita ajuda) e claro, vou aproveitar para reorganizar os armários, a despensa, os brinquedos, as roupas das crianças... enfim... Muita coisa que espero conseguir fazer. O problema maior é não poder meter férias, não conseguir fazer uma pausa e como sempre na minha vida tenho milhares de coisas para fazer ao mesmo tempo.

Mas acho que é isto que me faz vibrar, que me faz fervilhar o sangue, que me faz ter dores de cabeça, mas ser feliz, plena e cheia de força. Mil projectos, mil ideias, sempre rodeada de muita gente e de muitos afazeres. Chegar ao final do dia com o sentimento que produzi muito, que tenho ainda muito por fazer, mas que de alguma forma estou a contribuir para que algo cresça e evolua.

Claro que para ter energia para tantos afazeres, tenho de me alimentar convenientemente. Fiz estas "Fuel Pancakes" nome dado pela cor e pela capacidade incrível de nos conferir a energia necessária para o início do dia. São umas panquecas completamente fora do vulgar e verdadeiramente deliciosas. Não há como não começar o dia a sorrir.

(Já agora um aparte, vou apresentar esta receita e mais outras de pequenos-almoços saudáveis, no Mercado Bom Sucesso, dia 29 de Outubro, às 11h, apareçam!)

Fuel Pancakes
{Panquecas de batata doce roxa}
Receita elaborada para o Robot de cozinha Multifunções Cuisine Companion da Moulinex

Ingredientes

170g de batata doce roxa
50g de farinha de aveia
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de canela
1 colher de chá de mel
50ml de leite
1 ovo batido
1 pitada de sal

Preparação

Coloque as batatas inteiras com pele num tabuleiro e leve ao forno a 200ºC, até ficarem macias e tenras.
Remova a pele.

Coloque as batatas na taça com a lâmina picadora. Programe velocidade 12 durante 2 minutos e faça um puré. Deixe arrefecer.
Junte todos os ingredientes na taça e volte a programar velocidade 12 durante 2 minutos.

Aqueça uma frigideira antiaderente e verta ½ concha de sopa do preparado. Assim que começar a formar bolinhas à superfície, vire as panquecas até ficarem uniformemente cozinhadas de ambos os lados.
Sirva com um fio de mel e fruta a gosto.


*Se necessário, use óleo de coco para as panquecas não colarem.

22 de agosto de 2016

Ver com as mãos {Bruschetta de pêssego e queijo feta}

"Meninos, não se vê com as mãos."

Quantas vezes ouvimos esta frase? E quantas vezes a repetimos?

Recordo-me de ser criança e querer mexer no que estava a ver, mas havia sempre esta frase em forma de reprimenda. O desejo de tocar era enorme, mas tínhamos de andar de mãos nas costas, porque "ver, é com os olhos". Às vezes a vontade de cheirar também existia, e com as mãos atrás das costas aproximava-me do objecto e tentava cheirá-lo, mas sem a possibilidade de tocar, nenhum dos outros dois sentidos eram potenciados. Esperava que os meus pais não estivessem a olhar para mim, e muito levemente tentava sentir o dito objecto.

16 de agosto de 2016

Expectativa vs Realidade {Manteiga de Pistácio}


Tenho andado ausente. É um facto. Ausente do blogue, das redes sociais. Envolta em imenso trabalho e com as filhas de férias o que complica ainda mais a gestão do meu tempo.

Faço planos na minha cabeça e, às vezes, no papel também. A lista interminável de tarefas a cumprir e terminar o dia de trabalho antes das 16h para poder fazer actividades de férias com as filhotas.  O que é certo é que não tenho conseguido cumprir. Nesse momento recordo-me do que uma tia minha me disse há muitos anos: "Nunca deixes o trabalho interferir com o tempo de qualidade com as tuas filhas. É a única coisa que me arrependo na vida." Claro que depois vim a saber que é, também, uma percepção dela, pois as filhas não têm de todo essa recordação da mãe. Talvez, também ela, esteja a ser demasiado dura com ela própria...

O que é certo é que tenho andado a lutar com as expectativas que crio versus a realidade. Acho que o problema principal é esse. Se pensar bem, suponho que consigo resumir todos os meus problemas nisto. Sempre que me envolvo em algo, ou nos meus problemas emocionais, ou no meu próprio trabalho, o que me leva ao desespero são as minhas expectativas saírem defraudadas. Andei assim durante duas ou três semanas, a tentar compor, arranjar forma de fazer tudo e cumprir com todas as minhas tarefas e superar as minhas expectativas. Sempre que não as conseguia superar o sentimento era de desolação, tristeza e desilusão. Até que percebi que não poderia continuar assim. Estava a entrar num ciclo vicioso do qual seria complicado sair.

27 de julho de 2016

A saúde da alma {Crocante de amendoim com chocolate}

Muito se fala de alimentação saudável. Dos perigos do açúcar, do sal, das gorduras, dos peixes, das carnes, das hormonas, etc…

Nunca em altura alguma se falou tanto de uma alimentação saudável, e ainda bem! Mas como em tudo na vida é importante encontrar o equilíbrio, o razoável, a calma e a tranquilidade. Sempre me assustou quando as pessoas aderem a fundamentalismos, a fanatismos e se tornam obsessivas e obcecadas. Quando passam a viver só para a leitura dos rótulos, do medo pela farinha de trigo, pelo glúten, pelo açúcar começam a assustar-me. Vejo tanta gente à minha volta assim, de tal forma que dizer que comi um arroz de marisco é quase um pecado, pois, imaginem só, era com arroz branco! Desculpem-me, meus queridos, acabei de pecar.

11 de julho de 2016

A face da esperança {tarte de tomate à Portuguesa}

10 de Julho de 2016 fizemos história.

Quem me conhece sabe que não ligo muito a futebol. Tenho um clube com quem simpatizo mais, mas com a selecção fico sempre muito mais atenta. Mas sei o que isto significa. O futebol é o maior desporto do nosso país e ganhar esta taça mexe com muita coisa, muita gente e é muito importante para a nossa auto-estima.

É fundamental analisar esta vitória como uma vitória de um país que andava adormecido, que andava cabisbaixo e com muita pouca vontade de sorrir. Esta vitória é importantíssima para que nos ajude a acordar, lavar a cara e enfrentar a vida com um sorriso nos lábios e com a certeza de que poderemos sempre vencer e ir contra todos os obstáculos.

Como diz uma amiga minha, isto não é só futebol. Isto é muito mais do que isso. Isto é um país que precisava de um arrebitar destes há muito tempo. É um reafirmar de que somos bons, somos tão bons, somos os melhores. É uma lição de vida, de dedicação, de coragem, de luta e de vitória.

Que seja uma certeza para todos nós, de que somos uma nação valente e imortal. Vamo-nos levantar hoje de novo, pelo esplendor de Portugal!

🇵🇹 VIVA PORTUGAL🇵🇹 






Tarte de tomate à Portuguesa 🇵🇹

Ingredientes:

1 massa folhada
2 tomates vermelhos grandes
1 tomate amarelo
Folhas de manjericão q.b.
250 g de requeijão
1 dente de alho
sal q.b.
Pimenta preta moída na hora q.b.
Manjericão fresco q.b.
Azeite extra virgem q.b.
Raspa de 1 limão
Oregãos secos q.b.

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Numa tarteira coloque a massa folhada e cubra com papel vegetal e feijões secos.
Leve ao forno sensivelmente por 20 minutos, ou até folhar.

Faça o recheio. Pique o alho bem fininho e os coentros, junte ao requeijão, tempere com sal e pimenta.
Remova a pele dos tomates. Para isso, faça uma cruz com a ajuda de uma faca, nas extremidades dos tomates. Coloque num tacho água a ferver e mergulhe os tomates durante 2 minutos. Numa taça à parte com água e gelo coloque os tomates. Retire e verá que será muito simples pelar os tomates.
Parta às rodelas os tomates.

Remova a tarteira do forno.
Retire os feijões e o papel vegetal. Cubra a base da massa folhada com o preparado de requeijão.

Coloque as rodelas dos tomates e as folhas de manjericão de forma a decorar como a bandeira portuguesa. Polvilhe com orégãos, tempere os tomates com sal e pimenta e com um fio de azeite. Leve ao forno durante 10 minutos.

Quando retirar do forno volte a polvilhar mais orégãos e mais azeite.

26 de junho de 2016

Parabéns Clavel's Kitchen! {Tábua de queijos e enchidos - requeijão com paprika e ervas; puré de ervilhas e húmmus}


Hoje faz um ano da abertura da Clavel's Kitchen. Foi um ano intenso, cheio de emoções, cheio de altos e baixos.

É difícil resumir um ano inteiro aqui em poucas linhas, mas foi o ano em que virei totalmente a minha vida do avesso. Virei-a do avesso e descobri que o avesso afinal era o lado certo. E isso, sim, é talvez a minha maior gratificação.

Há um ano tinha a minha Margarida 6 meses, eu estava ainda meia zonza com que o que tinha acabado de decidir. Muito a medo de tudo o que estava a construir. Continuava a dar aulas na Soares dos Reis, como professora de multimédia, algo que tanto amava fazer. Tantas e tantas vezes me interrogava: "Porque estás a fazer isto?" Era uma pergunta que talvez fosse mais complicada para mim própria responder, do que as pessoas que me rodeavam. O entusiasmo e alegria com que dava corpo ao meu projecto respondiam a esta questão, mas eu sabia que não estaria longe a decisão de sair do meu emprego principal. O problema, sabem?, é que eu amava dar aulas. Esta decisão surgiu agora, só agora, passado um ano inteiro. Com uma licença sem vencimento pelo meio, mas finalmente ganhei coragem e demiti-me. Foi a coisa mais difícil e corajosa que tive de fazer na minha vida até agora.

15 de junho de 2016

O poder extraordinário da diferença {Creme de Courgette e Caril}



Estava a começar a escrever este post com um texto a mostrar a minha indignação com o massacre que aconteceu em Orlando. Mas o que é certo, é que nada do que eu escreva irá conseguir descrever na realidade aquilo que eu sinto acerca deste acto.

Como sabem trabalhei numa escola em que havia liberdade de expressão e os alunos sentiam-se mais à vontade para serem quem realmente são, sem tabus, sem complexos, sem vergonhas. Mas eu, muitas vezes, ouvia "Ah, mas é uma escola de artes. Os artistas têm a mania de serem diferentes. Eles são gays só porque querem chocar!" Ouvi tantas, mas tantas vezes isto. Ou então "Agora os miúdos querem todos ser gays. É moda!" E se eu ouvi coisas destas, imaginem eles.

Mas, a sério? Acreditam mesmo nesta palhaçada? Será que estas pessoas acham mesmo que ser homossexual na nossa sociedade é fácil?

Dizemos viver numa época em que nos podemos expressar à vontade. Pois não podemos mesmo, de todo. De uma forma geral ser gay é ser doente, até há quem ainda diga que pode ser curado com umas injecções (sim, a sério que há quem diga isto!). Uma pessoa que resolve "assumir-se" luta contra uma sociedade inteira. Se anda de mão dada com o seu parceiro na rua é considerado atentado ao pudor. Se quer ter filhos é porque é um anormal que não sabe cuidar de uma criança porque esta será criada num ambiente promíscuo. Tomam-se à partida pressupostos de que um homossexual é alguém promíscuo, ignorante e boémio.

Tenho muitos ex-alunos homossexuais e tenho imensos amigos que também o são. E isso não é importante para mim. Não me interessa nada! Nada! A única coisa que me interessa é que eles sejam felizes. E gosto tanto de alguns deles, que me revolta e entristece saber que eles não possam ser felizes à vontade. Que eles não possam sair à rua, a um bar para ir beber um copo sem que apareça um louco que os resolva matar só porque não é igual a eles.

Enojam-me estas pessoas que descriminam os outros. Revoltam-me e muitas vezes fazem-me desacreditar na humanidade.

Não podia deixar de falar deste assunto que me tem tirado horas de sono. Quando as pessoas entenderem que a homossexualidade não é algo que tenha de ser assumido, que tenha de ser motivo de vergonha, ou que seja algo contagioso. Seria o mesmo que eu agora tivesse de assumir que nasci loira. Raios, alguma vez teria de "assumir" alguma coisa? Não! Sou loira e eles são homossexuais. Quando as pessoas entenderem isto, este passa a ser um não assunto.

Para ilustrar este "não assunto" resolvi mostrar-vos esta sopa, inspirada em várias culturas. Com a mistura do caril indiano e a cúrcuma oriental, com queijo feta grego e o bacon bem americano. Aqui fica a prova de que como num prato conseguimos misturar várias culturas e fazer algo de único e incrível. Posso-vos garantir que o mágico desta sopa é mesmo a incrível mistura de sabores e texturas. Como vêm com a diversidade conseguimos criar o extraordinário.



Creme de courgette e caril
Esta é uma receita elaborada para o robot de cozinha multifunções Cuisine Companion, da Moulinex. 

Ingredientes:

3 colheres de sopa de azeite
1 cebola grande
1 alho francês
1 haste de aipo
1 colher de chá de caril em pó
2 colheres de chá de cúrcuma
870g de courgette
50g de bacon
50g de queijo feta
Cebolinho q.b.
Sementes de sésamo q.b.

Preparação:

1. Na taça coloque o acessório misturador e introduza a cebola, o aipo e o alho francês com o azeite e seleccione o programa P1 de cozedura lenta a 130 ºC durante 5 min. Adicionar o caril, o açafrão, a courgete descascada e cortada em cubos, o sal e 700ml de água quente. 

2. Selecione o programa de sopas P2.

3. Servir com bacon tostado, queijo feta, cebolinho e sementes de sésamo.

20 de maio de 2016

Os bastidores nada glamorosos {Wraps de couve lombarda e peru com molho de mostarda}

Quantas vezes dou por mim a pensar "No que me fui meter? Agora deu-me para brincar às empresas?". Este pensamento às vezes assombra-me e assusta-me. Assusta-me tanto, nem podem imaginar. As decisões são tantas, as responsabilidades enormes. De tal forma que dei por mim, noutro dia, a "invejar" um colaborador fabril, que entra às 9h e sai às 17h, que não tem grandes responsabilidades, que o trabalho acaba quando pica o ponto. Claro que todos estes pensamentos não passam de pequenos desabafos íntimos, pequenos medos (ou grandes, sei lá!), sustos e que naquele preciso momento quero é desaparecer... "Deixem-me em paz, hoje não sou eu que decido!"

10 de maio de 2016

Meninices e Mesquinhices {Pesto de rúcula e menta}

Há uns dias, estava a arranjar a Maria para tomar banho e ela estava a contar-me um episódio da escola. Referiu o nome de uma amiga/colega que eu não conhecia. Ela disse: "Oh mãe, ela é do 3º ano, é aquela que dança muito bem Hip-Hop, sabes?" Percebi, finalmente, de quem se tratava e resolvi perguntar: "Vocês são amigas?"

Esta minha pergunta surtiu grande conversa:

21 de abril de 2016

Porque é que minha filha não me ouve? {Cevadoto de espinafres e camarão}

Num outro dia, em conversa com uma amigas acerca de parentalidade positiva, houve uma mãe que perguntou à minha amiga Magda: Como posso fazer para que a minha filha fale comigo?

Ora bem, eu não sou a Magda e não tenho as respostas certas que ela tem, e muito menos sei do assunto como ela sabe. Ela é quem ajuda os pais e tem taxas de sucesso incríveis. Mas esta questão deixou-me a pensar. "Como posso fazer para que a minha filha fale comigo?"

11 de abril de 2016

A corrida contra o tempo {Tarte de cenouras em flor}


O tempo que vai escorrendo por entre os dedos.
O tempo que nos foge sem pedir licença.
O tempo que nos escapa e nem notamos.
O tempo que nos faz falta. Que nos envelhece e transforma.

De repente damos por nós a perceber que já se passou uma hora, um dia, uma semana, um mês, um ano, 5 anos... uma década!

29 de março de 2016

Os dias em que não cabes em ti {Pão caseiro sem amassar com azeite e alecrim}








"Há dias em que não cabes na pele com que andas, 
Parece comprada em segunda mão, um pouco larga nas mangas."*

Não sei se costumam ter esta sensação, de que não cabemos dentro de nós próprios, que parece que tudo o que vestimos/usamos não nos serve, não nos encaixa. Há dias assim, em que me olho ao espelho e não gosto de nada, só reparo numa borbulha, nas estrias da barriga, na pele mais flácida, nas olheiras, do cansaço estampado no rosto... e vou disfarçando, vou à "caixinha da saúde" e coloco um pouco de cor na cara, para dar um ar mais saudável. Mas o espírito continua lá e, inevitavelmente, nesse dia toda a gente pergunta se me estou a sentir bem, que estou com ar cansado, que estou mais magra... E a estima e o espírito descem ainda mais e mais, e vou-me afundando numa tristeza que muitas vezes nem eu própria percebo como lá cheguei.