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26 de abril de 2017

O turbilhão {Magret de Pato com Redução de Cacau e Laranja}

Tem sido uma constante por aqui pelo blogue falar-vos da imensidão de trabalho que tenho tido. As emoções descontroladas, e os ataques de choro às escondidas tem sido algo frequentes. Os sentimentos são confusos e baralhados.

Se por um lado [o maior!] me sinto imensamente agradecida por tudo o que a vida me tem proporcionado, por outro estou num limbo de angústia e uma vontade imensa em me fechar sozinha dias seguidos, só para me reencontrar e encontrar a minha paz interior.

Ter imenso trabalho, imensos projectos e imensas ideias é, sem dúvida alguma, o que mais gosto e preciso de ter na minha vida. Fui eu que procurei esta vida, fui eu que lutei por ela e conseguir alcançar os meus objectivos tão rapidamente só me pode deixar orgulhosa. Mas ao mesmo tempo só queria poder estar sozinha, um bocadinho [vá... já nem preciso de dias, já reduzo para umas horas]. Sem pressões, sem responsabilidades. Mas não posso. Não posso e tenho de aceitar isso. Reerguer-me e enfrentar a vida.

Sim! A vida às vezes é muito injusta. Sim, tira-nos assim as pessoas que gostamos e dou por mim diariamente a pensar: "tenho de contar isto ao pai", quando me cai a ficha constantemente de que ele já cá não está. Não é fácil. Digerir a minha perda é difícil, pois tal como ele era uma pessoa difícil, perdê-lo tornou tudo ainda mais complicado. Bem, são questões confusas e minhas, tão só minhas que terei de as resolver igualmente, sozinha. Mas hoje encontrei a forma de me sentir mais próxima dele. Hoje trago comigo o seu bem mais precioso, a aliança dele do casamento com a minha mãe que nunca o abandonou, a não ser aquando a doença o tornou magro demais para a usar. Hoje e para sempre estará comigo, na minha mão direita. Fará parte de mim, um bocadinho do meu pai, sempre junto a mim.

Para isso trago uns dos pratos que ele mais gostava, não esta versão que nunca cheguei a ter oportunidade de lhe mostrar, pois quando a desenvolvi (para o Festival do Chocolate em Óbidos) ele já estava muito doente para a poder provar. Mas aqui fica, Pai, espero que gostes, tenho a certeza que irias adorar.

MAGRET DE PATO COM REDUÇÃO DE LARANJA E CACAU

Ingredientes:

1 peito de pato
Sal q.b.
Pimenta q.b.

Para a redução de laranja:

2 laranjas
125g de açúcar
125ml de água
50g de manteiga de cacau
Flor de sal q.b.

Preparação:

Descasque a laranja e retire o excesso da parte branca.
Apare as cascas e corte em cubos pequenos.
Coloque num tacho o açúcar e a água e leve ao lume.
Quando levantar fervura coloque os cubos de casca e deixar cozer até amolecerem. Coloque depois o sumo de uma laranja e deixe reduzir até obter uma consistência licorosa.
Tempere com flor de sal.
Pré-aqueça o forno a 200º.
Faça leves incisões com a faca do lado da pele do peito de pato, de modo a criar uma grelha, na diagonal.
Aqueça bem a frigideira e coloque o pato com a pele virada para baixo.
Deixe cozinhar alguns minutos, até a pele ter a cor desejada.
Vire o magret e, com a ajuda de um espeto de metal, confira a temperatura no interior. Se pretender rosado, deve estar morno.
Rapidamente, coloque o magret no forno e aguarde cerca de 5 minutos.
Retire e deixe repousar alguns minutos, antes de cortar.
Sirva com a redução de laranja e cacau.

3 de março de 2017

O poder no feminino {Granola Salgada de Bacon e Tomate Seco}




Há pouco mais de um ano que abri a minha empresa. Como tantas vezes desabafei neste blogue, esta decisão foi das mais complicadas e arriscadas da minha vida. Mas hoje, passado tão pouco tempo não podia estar mais feliz e concretizada. O dia da mulher está aí a chegar e se há dia que eu gosto é o 8 de Março. Apesar de se ter transformado num dia super comercial, em que o que interessa é dar uma flor às mulheres, o 8 de Março é bem mais importante do que dar uma rosa às mulheres.

14 de novembro de 2016

Comida de conforto {Cevadotto de abóbora e castanhas + mousse de chocolate e castanhas}







Estamos em época das castanhas, da abóbora, das comidas reconfortantes, quentes e familiares.
Aqui por casa adoramos este género de comida; a comida de conforto, as refeições em que juntamos toda a gente, família e amigos, à volta de uma mesa, com as crianças a correr à volta da mesa. Esta confusão que se gira à nossa volta é o que nos faz feliz, casa cheia, barulho e tudo desarrumado!

Sempre gostei de ter a casa cheia, agora com a mudança para a casa nova ajuda a que a festa se torne ainda maior. Uma sala grande, uma cozinha luminosa aberta para a sala convida a este tipo de convívio. E, por isso mesmo, não podia deixar de levar uma receita destas ao Porto Canal no dia de S. Martinho, na passada sexta-feira.

Para terminar em grande não podia deixar de fazer uma sobremesa tão reconfortante como este cevadotto. Uma mousse de chocolate e castanhas. Há lá coisa melhor?

22 de agosto de 2016

Ver com as mãos {Bruschetta de pêssego e queijo feta}

"Meninos, não se vê com as mãos."

Quantas vezes ouvimos esta frase? E quantas vezes a repetimos?

Recordo-me de ser criança e querer mexer no que estava a ver, mas havia sempre esta frase em forma de reprimenda. O desejo de tocar era enorme, mas tínhamos de andar de mãos nas costas, porque "ver, é com os olhos". Às vezes a vontade de cheirar também existia, e com as mãos atrás das costas aproximava-me do objecto e tentava cheirá-lo, mas sem a possibilidade de tocar, nenhum dos outros dois sentidos eram potenciados. Esperava que os meus pais não estivessem a olhar para mim, e muito levemente tentava sentir o dito objecto.

11 de julho de 2016

A face da esperança {tarte de tomate à Portuguesa}

10 de Julho de 2016 fizemos história.

Quem me conhece sabe que não ligo muito a futebol. Tenho um clube com quem simpatizo mais, mas com a selecção fico sempre muito mais atenta. Mas sei o que isto significa. O futebol é o maior desporto do nosso país e ganhar esta taça mexe com muita coisa, muita gente e é muito importante para a nossa auto-estima.

É fundamental analisar esta vitória como uma vitória de um país que andava adormecido, que andava cabisbaixo e com muita pouca vontade de sorrir. Esta vitória é importantíssima para que nos ajude a acordar, lavar a cara e enfrentar a vida com um sorriso nos lábios e com a certeza de que poderemos sempre vencer e ir contra todos os obstáculos.

Como diz uma amiga minha, isto não é só futebol. Isto é muito mais do que isso. Isto é um país que precisava de um arrebitar destes há muito tempo. É um reafirmar de que somos bons, somos tão bons, somos os melhores. É uma lição de vida, de dedicação, de coragem, de luta e de vitória.

Que seja uma certeza para todos nós, de que somos uma nação valente e imortal. Vamo-nos levantar hoje de novo, pelo esplendor de Portugal!

🇵🇹 VIVA PORTUGAL🇵🇹 






Tarte de tomate à Portuguesa 🇵🇹

Ingredientes:

1 massa folhada
2 tomates vermelhos grandes
1 tomate amarelo
Folhas de manjericão q.b.
250 g de requeijão
1 dente de alho
sal q.b.
Pimenta preta moída na hora q.b.
Manjericão fresco q.b.
Azeite extra virgem q.b.
Raspa de 1 limão
Oregãos secos q.b.

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 180ºC.
Numa tarteira coloque a massa folhada e cubra com papel vegetal e feijões secos.
Leve ao forno sensivelmente por 20 minutos, ou até folhar.

Faça o recheio. Pique o alho bem fininho e os coentros, junte ao requeijão, tempere com sal e pimenta.
Remova a pele dos tomates. Para isso, faça uma cruz com a ajuda de uma faca, nas extremidades dos tomates. Coloque num tacho água a ferver e mergulhe os tomates durante 2 minutos. Numa taça à parte com água e gelo coloque os tomates. Retire e verá que será muito simples pelar os tomates.
Parta às rodelas os tomates.

Remova a tarteira do forno.
Retire os feijões e o papel vegetal. Cubra a base da massa folhada com o preparado de requeijão.

Coloque as rodelas dos tomates e as folhas de manjericão de forma a decorar como a bandeira portuguesa. Polvilhe com orégãos, tempere os tomates com sal e pimenta e com um fio de azeite. Leve ao forno durante 10 minutos.

Quando retirar do forno volte a polvilhar mais orégãos e mais azeite.

26 de junho de 2016

Parabéns Clavel's Kitchen! {Tábua de queijos e enchidos - requeijão com paprika e ervas; puré de ervilhas e húmmus}


Hoje faz um ano da abertura da Clavel's Kitchen. Foi um ano intenso, cheio de emoções, cheio de altos e baixos.

É difícil resumir um ano inteiro aqui em poucas linhas, mas foi o ano em que virei totalmente a minha vida do avesso. Virei-a do avesso e descobri que o avesso afinal era o lado certo. E isso, sim, é talvez a minha maior gratificação.

Há um ano tinha a minha Margarida 6 meses, eu estava ainda meia zonza com que o que tinha acabado de decidir. Muito a medo de tudo o que estava a construir. Continuava a dar aulas na Soares dos Reis, como professora de multimédia, algo que tanto amava fazer. Tantas e tantas vezes me interrogava: "Porque estás a fazer isto?" Era uma pergunta que talvez fosse mais complicada para mim própria responder, do que as pessoas que me rodeavam. O entusiasmo e alegria com que dava corpo ao meu projecto respondiam a esta questão, mas eu sabia que não estaria longe a decisão de sair do meu emprego principal. O problema, sabem?, é que eu amava dar aulas. Esta decisão surgiu agora, só agora, passado um ano inteiro. Com uma licença sem vencimento pelo meio, mas finalmente ganhei coragem e demiti-me. Foi a coisa mais difícil e corajosa que tive de fazer na minha vida até agora.

15 de junho de 2016

O poder extraordinário da diferença {Creme de Courgette e Caril}



Estava a começar a escrever este post com um texto a mostrar a minha indignação com o massacre que aconteceu em Orlando. Mas o que é certo, é que nada do que eu escreva irá conseguir descrever na realidade aquilo que eu sinto acerca deste acto.

Como sabem trabalhei numa escola em que havia liberdade de expressão e os alunos sentiam-se mais à vontade para serem quem realmente são, sem tabus, sem complexos, sem vergonhas. Mas eu, muitas vezes, ouvia "Ah, mas é uma escola de artes. Os artistas têm a mania de serem diferentes. Eles são gays só porque querem chocar!" Ouvi tantas, mas tantas vezes isto. Ou então "Agora os miúdos querem todos ser gays. É moda!" E se eu ouvi coisas destas, imaginem eles.

Mas, a sério? Acreditam mesmo nesta palhaçada? Será que estas pessoas acham mesmo que ser homossexual na nossa sociedade é fácil?

Dizemos viver numa época em que nos podemos expressar à vontade. Pois não podemos mesmo, de todo. De uma forma geral ser gay é ser doente, até há quem ainda diga que pode ser curado com umas injecções (sim, a sério que há quem diga isto!). Uma pessoa que resolve "assumir-se" luta contra uma sociedade inteira. Se anda de mão dada com o seu parceiro na rua é considerado atentado ao pudor. Se quer ter filhos é porque é um anormal que não sabe cuidar de uma criança porque esta será criada num ambiente promíscuo. Tomam-se à partida pressupostos de que um homossexual é alguém promíscuo, ignorante e boémio.

Tenho muitos ex-alunos homossexuais e tenho imensos amigos que também o são. E isso não é importante para mim. Não me interessa nada! Nada! A única coisa que me interessa é que eles sejam felizes. E gosto tanto de alguns deles, que me revolta e entristece saber que eles não possam ser felizes à vontade. Que eles não possam sair à rua, a um bar para ir beber um copo sem que apareça um louco que os resolva matar só porque não é igual a eles.

Enojam-me estas pessoas que descriminam os outros. Revoltam-me e muitas vezes fazem-me desacreditar na humanidade.

Não podia deixar de falar deste assunto que me tem tirado horas de sono. Quando as pessoas entenderem que a homossexualidade não é algo que tenha de ser assumido, que tenha de ser motivo de vergonha, ou que seja algo contagioso. Seria o mesmo que eu agora tivesse de assumir que nasci loira. Raios, alguma vez teria de "assumir" alguma coisa? Não! Sou loira e eles são homossexuais. Quando as pessoas entenderem isto, este passa a ser um não assunto.

Para ilustrar este "não assunto" resolvi mostrar-vos esta sopa, inspirada em várias culturas. Com a mistura do caril indiano e a cúrcuma oriental, com queijo feta grego e o bacon bem americano. Aqui fica a prova de que como num prato conseguimos misturar várias culturas e fazer algo de único e incrível. Posso-vos garantir que o mágico desta sopa é mesmo a incrível mistura de sabores e texturas. Como vêm com a diversidade conseguimos criar o extraordinário.



Creme de courgette e caril
Esta é uma receita elaborada para o robot de cozinha multifunções Cuisine Companion, da Moulinex. 

Ingredientes:

3 colheres de sopa de azeite
1 cebola grande
1 alho francês
1 haste de aipo
1 colher de chá de caril em pó
2 colheres de chá de cúrcuma
870g de courgette
50g de bacon
50g de queijo feta
Cebolinho q.b.
Sementes de sésamo q.b.

Preparação:

1. Na taça coloque o acessório misturador e introduza a cebola, o aipo e o alho francês com o azeite e seleccione o programa P1 de cozedura lenta a 130 ºC durante 5 min. Adicionar o caril, o açafrão, a courgete descascada e cortada em cubos, o sal e 700ml de água quente. 

2. Selecione o programa de sopas P2.

3. Servir com bacon tostado, queijo feta, cebolinho e sementes de sésamo.

21 de abril de 2016

Porque é que minha filha não me ouve? {Cevadoto de espinafres e camarão}

Num outro dia, em conversa com uma amigas acerca de parentalidade positiva, houve uma mãe que perguntou à minha amiga Magda: Como posso fazer para que a minha filha fale comigo?

Ora bem, eu não sou a Magda e não tenho as respostas certas que ela tem, e muito menos sei do assunto como ela sabe. Ela é quem ajuda os pais e tem taxas de sucesso incríveis. Mas esta questão deixou-me a pensar. "Como posso fazer para que a minha filha fale comigo?"

29 de março de 2016

Os dias em que não cabes em ti {Pão caseiro sem amassar com azeite e alecrim}








"Há dias em que não cabes na pele com que andas, 
Parece comprada em segunda mão, um pouco larga nas mangas."*

Não sei se costumam ter esta sensação, de que não cabemos dentro de nós próprios, que parece que tudo o que vestimos/usamos não nos serve, não nos encaixa. Há dias assim, em que me olho ao espelho e não gosto de nada, só reparo numa borbulha, nas estrias da barriga, na pele mais flácida, nas olheiras, do cansaço estampado no rosto... e vou disfarçando, vou à "caixinha da saúde" e coloco um pouco de cor na cara, para dar um ar mais saudável. Mas o espírito continua lá e, inevitavelmente, nesse dia toda a gente pergunta se me estou a sentir bem, que estou com ar cansado, que estou mais magra... E a estima e o espírito descem ainda mais e mais, e vou-me afundando numa tristeza que muitas vezes nem eu própria percebo como lá cheguei.

24 de março de 2016

Quando a vida te vira do avesso {Panquecas de ervilha com salmão fumado e ovinhos de codorniz}

"E se de repente a vida te vira do avesso? 
E tu descobres que o avesso, é o seu lado certo?" *

Pois é, a vida tem destas partidas. Tudo aquilo que muitas vezes achávamos ser o certo, o caminho a seguir, a via correcta para chegarmos mais longe, de repente, no nosso caminho aparece uma pedra, ou uma árvore caída que nos faz afastar do caminho original. E, às vezes, esses atalhos que escolhemos revelam-se totalmente encantadores, apaixonantes e percebemos que era esse o caminho principal, mesmo que durante várias vezes tenhamos resistido.

26 de janeiro de 2016

O que nos define? {batata doce "frita" no forno}

Tinha 18 anos e estava a ter aulas de condução. Na época uma das minhas maiores dificuldades era o estacionamento. As regras aprendidas em aula eram demasiado complexas. Tinha de ser tudo perfeito e nunca podia ir ao passeio. Nunca tocar com o pneu no passeio. E todos nós condutores sabemos que muitas vezes é o que mais nos ajuda [mas adiante]. Mal sabia que ia ter uma aula de condução ficava logo demasiado nervosa, o que não ajudava em nada... 

15 de janeiro de 2016

O início do ano e umas Bruschettas de pesto de Ervilha

O ano começa [ou começou] cheio de actividade. Tanta que nem tenho tido grandes oportunidades para vos vir aqui escrever acerca do que tem acontecido e poder partilhar as receitas que tanto me dão prazer a confeccionar.

18 de agosto de 2015

10 de julho de 2014

Um dos meus petiscos favoritos

Ahh calor, sol... nestes dias o que é que me apetece? Cerveja. Juro! É verdade, apetecem-se petiscos salgados e uma cerveja bem geladinha a acompanhar. Mas... bolas! Estou grávida!

27 de junho de 2014

Umas bruchettas de figos e uma notícia feliz

Os dias têm sido cheios, em grande mesmo. Muitas coisas a acontecer. Muito trabalho para edições especiais (que brevemente falarei delas), a preparação de trabalho para a escola...
Tenho várias coisas a acontecer, sem dúvida, mas uma muito especial. Que já me acompanha há 3 meses, mais precisamente há 13 semanas...

4 de junho de 2014

O regresso com uns folhadinhos e um convite

Finalmente um post com uma receita. Quase que parecia que este blogue tinha deixado de ter receitas e passado a ser somente um blogue de desabafos. Peço-vos desculpa por isso, mas realmente o tempo não me ajuda nem um bocadinho. O ano lectivo está a terminar e com isso as provas dos meus alunos também, o que implica uma atenção redobrada.

1 de abril de 2014

O verdadeiro Ceviche do Perú

Hoje é um dia especial. Nem toda a gente pode dizer que experimentou receitas típicas de algum lado, feitas por um nativo do local, na sua própria casa. Eu sou uma felizarda! Tive o prazer de ter em minha casa uma peruana a cozinhar ceviche para mim e para vocês, claro.

17 de fevereiro de 2014

Fabulosos pickles com caril e mostarda

Esta receita é uma receita muito especial, de alguém para mim extremamente especial. Para além de ter uma mãe de sangue, que amo profundamente, tenho a sorte de ter uma segunda mãe, madrinha de baptismo. Tenho um padrinho e uma madrinha fabulosos, acho que fui verdadeiramente abençoada no meu baptismo. Adoro-os aos dois e cada um deles me ajuda e me apoia sempre que preciso.

Mas hoje este post é somente dedicado à minha madrinha, minha segunda mãe, minha grande amiga e a minha grande confidente. É sempre a ela que recorro quando algo me dói verdadeiramente... É a única que consegue acalmar-me com uma simples palavra. Ela sabe que tenho razão. E mesmo silenciosa, sei que está sempre a olhar para mim, a ver-me de longe.

A minha madrinha não é tia de sangue, mas é irmã de coração da minha mãe. Para mim vale tanto ou mais que o elo do sangue. É amor puro, verdadeiro. E para mim será sempre a Tia Zizi.

A Tia Zizi, mulher forte, decidida, recatada, amiga, confidente, mãe, madrinha, amorosa, linda... é uma excelente cozinheira. Sempre foi! Era ela quem nos fazia os bolos de aniversário, na época em que não haviam lojas com pastas de açúcar, nem formas todas XPTO. Ela fazia-nos bolos que eram autênticas obras de arte. Para além desses bolos fantásticos, sempre fez doces maravilhosos, de chorar e babar por mais. Podia ficar aqui o dia inteiro a tentar-vos descrever os doces dela...

Apesar de ela ser uma extraordinária doceira, faz uma série de outras receitas que ficaram históricas. Estes pickles são uma delas. Para mim não há pickles melhores que eles. São uma verdadeira explosão de sabores. São estrondosos. E sinto-me uma privilegiada em poder partilhar convosco esta receita verdadeiramente incrível.

15 de janeiro de 2014

Bolachinhas de parmesão e sementes

Hoje trago-vos um petisco. Umas bolachinhas salgadas óptimas para serem acompanhadas por um excelente vinho branco ou até mesmo um espumante. Uns salgadinhos que funcionam muito bem como entrada, ou num brunch, ou até num lanche em casa com amigos que adorem petiscar.
Aqui em casa somos muito dados aos salgados, adoramos um bom petisco. Estas bolachinhas mal as vi no livro da Popina marquei logo a receita para as fazer. E aqui estão, com uma ligeira adaptação, mas super saborosas.

Se gostam deste tipo de petiscos não deixem de fazer esta receita.



Bolachinhas de parmesão e sementes

Ingredientes:

220g de farinha sem fermento
80g de queijo parmesão ralado
1 c. de chá de sal
1/2 cubo de caldo de legumes
1 pequena pitada de pimenta caiena moída
80g de manteiga sem sal
50ml de água

3 c. de sopa de sementes de sésamo brancas
3 c. de sopa de sementes de nigella *
1 c. de sopa de sementes de papoila
1 ovo batido

Preparação:

Coloque a farinha, o queijo, o caldo de legumes, a pimenta e a manteiga num robot de cozinha e reduza tudo numa mistura em migalhas. (Na bimby pressionei o turbo umas 4 vezes durante 5 segundos de cada vez). Adicione a água e pressione até a mistura ganhar consistência de uma massa (na bimby programei 1minuto, velocidade espiga).

Transfira a massa para uma superfície ligeiramente enfarinhada. Enrole a massa em forma cilíndrica com cerca de 4 cm de diâmetro. Envolva-a em película aderente e leve ao frigorífico durante 10 minutos.

Retire a massa do frigorífico e desembrulhe-a. Para cobrir as bolachas, espalhe todas as sementes num tabuleiro limpo. Pincele a massa com o ovo batido e enrole por cima das sementes até estar uniformemente coberta. Volte a embrulhar a massa em película aderente e leve durante mais 30 minutos ao frigorífico.

Pré- aqueça o forno a 150ºC

Retire a massa do frigorífico e desembrulhe-a. Corte em fatias com cerca de 4mm de espessura. Disponha as fatias num tabuleiro que possa ir ao forno previamente coberto com papel vegetal. Espace as bolachas entre si, pois as mesmas irão crescer um pouco.

Cozinhe em forno pré-aquecido durante cerca de 25 minutos ou até ficarem levemente douradas.
Retire do forno e deixe-as arrefecer em rede própria para bolachas e guarde num recipiente hermético durante 2 semanas.

*Nota: as sementes de nigella (kalonji) comprei-as na loja Tiger, no Norte Shopping. Também são conhecidas como sementes de cebola por se assemelharem às mesmas. São semelhantes às sementes de sésamo pretas, a nível de tamanho e feitio.

12 de novembro de 2013

Grissinos Toscos

Ontem foi dia de pizza. Foi feita pela mini-chef cá de casa, podem espreitar aqui!
E como éramos só três a jantar, a massa de pizza que fiz sobrou e resolvi inspirar-me na minha querida Naida do Frango do Campo. Ela faz uns snacks (e aceita encomendas!!) que são do outro mundo. Foi com os snacks da Naida que no fim-de-semana em Bragança ganhamos o desafio de equipa. Os snacks dela são mesmo deliciosos.
Estes que fiz inspirados nos dela também ficaram bons, mas enfim, quem é pró é mesmo ela e aconselho vivamente a comprarem.

Grissinos Toscos

Ingredientes:

200g de água
50g azeite
1 c. chá de sal
400g de farinha
2 c. de café de fermento
2 dentes de alho muito bem picados
Folhas de hortelã (cerca de 20 folhinhas)

Azeite extra-virgem
Flor de sal

Polpa de tomate
Oregãos q.b.

Preparação para a massa (bimby):

Coloque a água, o azeite, o sal e programe 1min/37º/vel 2.
Adicione a farinha, o fermento e programe 2min/vel espiga.
Junte a hortelã e o alho muito bem picado e envolva 10seg/vel colher.
Retire e deixe a massa levedar num local morno até dobrar de volume.
Numa superfície polvilhada com farinha e com a ajuda de um rolo estenda a massa de modo a que fique muito fina.

Preparação grissinos com azeite e flor de sal:

Corte a massa em tirinhas finas. Pincele com o azeite e distribua a flor de sal.
Leve ao forno a 200ºC durante, aproximadamente, 15 minutos.

Preparação grissinos com tomate e oregãos:

Corte a massa em tirinhas finas. Pincele com a polpa de tomate e distribua os oregãos.
Leve ao forno a 200ºC durante, aproximadamente, 15 minutos.